Homem é condenado a mais de 22 anos de reclusão por homicídio triplamente qualificado e por dirigir embriagado em Itajaí
Após 11 horas de julgamento, houve muita emoção com a leitura da sentença. Em lágrimas, a mãe da vítima, Sandra Gomes de Oliveira, disse que o resultado era o que a família esperava. "Muito satisfeita com a pena. É o que a gente esperava. Ele vai pagar pelo que ele fez, até para refletir e não acontecer de outras mães estarem chorando a perda de um filho. A justiça foi feita", ressaltou.
O Tribunal do Júri de Itajaí acatou a tese do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e condenou o réu Juciano Marinho Gomes a 22 anos, dois meses e 23 dias de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado de Vanessa Tamyres de Oliveira Machowski e a mais seis meses de detenção por dirigir sob o efeito de álcool.
Juciano foi condenado pela morte de Vanessa, de 18 anos, quando a esmagou, com o carro que dirigia em alta velocidade, contra um caminhão que estava parado. O crime foi no bairro Cordeiros, no dia 10 de outubro de 2021.
No julgamento, a Promotora de Justiça Isabela Ramos Philippi sustentou que Juciano praticou homicídio com as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio e ainda dirigia embriagado. O Conselho de Sentença reconheceu a materialidade e a autoria do crime, todas as qualificadoras e afastou as teses da defesa do réu.
Na sentença, o Juízo observou que o crime ocorreu em via pública, colocando em risco a integridade de pessoas que poderiam estar passando pelo local, bem como a vida do namorado da vítima. O réu vai cumprir a pena em regime fechado e não poderá recorrer em liberdade.
Para a Promotora de Justiça Isabela Ramos Philippi, que atuou no Tribunal do Júri, a condenação foi significativa pela decisão dos jurados sobre o caso. "Foi bastante satisfatório. Todas as teses que o Ministério Público defendeu foram acolhidas pelos jurados de Itajaí. A família da vítima, que estava presente, ficou bastante satisfeita com o resultado. É sinal de que o Ministério Público está desempenhando o seu papel perante a sociedade, trazendo resultado efetivo. O julgamento foi em um ano apenas da data do fato, no tempo certo e na medida certa. Acredito que a sociedade de Itajaí ficará satisfeita com esse resultado", enfatizou.
Como o crime aconteceu
Segundo a denúncia do MPSC, o crime ocorreu no domingo, 10 de outubro de 2021, numa rua do bairro Cordeiros, em Itajaí, quando Vanessa conversava na porta do caminhão do namorado, que se encontrava na cabine. O veículo estava estacionado em frente à casa onde o namorado da vítima morava. Juciano passou pelo casal, dirigindo seu carro, e assediou Vanessa com palavras desrespeitosas.
Inconformado com a situação, o namorado de Vanessa saiu da cabine do caminhão. O denunciado, então, parou a alguns metros de distância e os dois discutiram. Juciano deixou o local e, 20 minutos depois, voltou com o carro em alta velocidade, acelerando em direção à vítima, que ficou prensada contra o caminhão do namorado, o que lhe causou a morte em decorrência da violenta colisão, conforme o laudo pericial.
Família e amigos presentes no julgamento
O clima no Tribunal do Júri de Itajaí era de comoção. Familiares e amigos de Vanessa aguardavam apreensivos o resultado da condenação de Juciano.
Um dois mais emocionados com o resultado era o namorado da vítima, Thiago Linhares da Veiga. Os dois namoravam desde os 15 anos. Ele teve que presenciar, impotente, o crime contra Vanessa.
"Foi o certo. Ele tem que pagar. Nada vai justificar. Ele pode ficar o resto da vida na cadeia que nada vai justificar, mas já é o suficiente", completou Thiago.
Legenda: A Promotora de Justiça Isabela Ramos Philippi atuou no Tribunal do Júri de Itajaí
Rádio MPSC
Ouça o MPSC Notícias com a Promotora de Justiça Isabela Ramos Philippi, que fala sobre o resultado do julgamento.
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