Ministério Público obtém condenação de homem por crimes praticados em sequência em Campo Belo do Sul
Um homem que obrigou outra pessoa a gravar um áudio mentiroso e em seguida atirou contra uma família foi a júri popular em Campo Belo do Sul. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) conduziu a acusação, o Conselho de Sentença condenou o réu por tentativa de homicídio, lesão corporal grave e constrangimento ilegal com uso de arma de fogo, e o Juízo fixou a pena total de 12 anos, cinco meses e dez dias de reclusão em regime inicial fechado e sete meses de detenção em regime inicial semiaberto.
Os crimes aconteceram em 2 de novembro de 2020, em Campo Belo do Sul. Era Dia de Finados, e muitas pessoas aproveitaram o feriado para recordar os entes queridos. O réu, Vanderlei Cordova Costa, estava de luto, pois havia perdido o sobrinho na noite anterior, em um acidente de moto.
As evidências mostraram que o jovem pilotava embriagado, mas Vanderlei criou uma hipótese irreal para justificar a morte do jovem. Ele resolveu acreditar que o sobrinho havia sido assassinado e fez justiça com as próprias mãos, atentando contra vidas inocentes.
Primeiramente, ele levou Everson Rodrigues para uma área de vegetação e o obrigou a gravar um áudio no WhatsApp, sob ameaça de morte. Constrangeu a vítima a afirmar que três jovens haviam matado seu sobrinho e depois foi até a casa de um deles com clara e manifesta intenção de matar. Atirou contra o alvo principal, Joziel da Silva Branco, e contra os pais, José Adair Branco e Eva Silveira Branco. Só parou quando a munição terminou. Ele fugiu e as vítimas foram socorridas por vizinhos.
José levou três tiros na região do abdômen para defender o filho e sobreviveu graças a uma cirurgia de emergência. Joziel levou dois tiros, um no punho esquerdo e outro no cotovelo direito. Eva, por sua vez, levou um tiro de raspão na perna direita.
A Promotoria de Justiça da Comarca de Campo Belo do Sul assumiu a acusação e obteve a condenação parcial do réu. ¿Ele¿criou a versão ilusória de que seu sobrinho foi assassinado e resolveu fazer justiça. Em vez de ir até a Delegacia de Polícia,¿obrigou uma das vítimas a gravar um áudio mentindo sobre o que teria acontecido. Posteriormente, descarregou uma arma de fogo contra as outras três vítimas e fugiu. Sua intenção de matar não se consumou porque as vítimas receberam socorro dos vizinhos e da equipe médica¿, afirma a Promotora de Justiça que atuou no Tribunal do Júri, Raíza Alves Rezende.
Ainda cabe recurso da decisão.
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