Júri condena autores de homicídio cometido por vingança
O Tribunal do Júri da Comarca de Criciúma condenou um homem e uma mulher pelos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Eles mataram a ex-cunhada do réu, a quem culpavam pela morte do irmão dele. O crime foi cometido com a ajuda do filho do réu, um adolescente que tinha 17 anos na época dos fatos e que era amigo da ré.
Conforme a denúncia da 13ª Promotoria de Justiça da Comarca de Criciúma, Marcelo Maurício de Oliveira, com a ajuda do filho adolescente, e de Karina Goterra, amiga do jovem, matou Greciani Felipe Marques.
A vítima era cunhada do réu, que acreditava que ela tinha envolvimento na morte do seu irmão, o qual se suicidou em 2013.
Marcelo, seu filho e Karina planejaram o assassinato da mulher. Para atraí-la, o adolescente combinou um encontro amoroso com a vítima em sua casa. Ao chegar no local, a mulher foi surpreendida por Marcelo e pelo adolescente.
Greciani Felipe Marques foi morta asfixiada com uma chave de braço e teve o rosto coberto por fita isolante. A mulher foi amarrada e levada no porta-malas de seu próprio carro até uma região afastada, na divisa dos municípios de Siderópolis e Treviso.
Marcelo, acompanhado do filho, enrolou o corpo da vítima em uma coberta e o escondeu na mata. Em seguida, atearam fogo no carro da vítima. Karina foi contatada e buscou os dois no local para a fuga. O terreno onde o corpo foi encontrado é de propriedade de um familiar de Karina que ajudou no plano.
O crime ocorreu em 28 de dezembro de 2018 em Criciúma e o corpo da vítima somente foi encontrado em 4 de fevereiro de 2019, após o adolescente indicar o local, uma vez que as buscas de familiares e policiais não tinham surtido efeito, porque o local era de difícil acesso e localização. A identidade de vítima foi confirmada por exame de DNA.
O Conselho de Sentença, seguindo a denúncia do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), considerou os réus culpados por homicídio triplamente qualificado - por motivo torpe, uso de asfixia, dissimulação ou emboscada -, ocultação de cadáver, corrupção de menor e dano qualificado.
Maurício de Oliveira foi condenado a 20 anos, 8 meses e 20 dias de reclusão e ao pagamento de 10 dias-multa. Karina Goterra foi condenada a 16 anos e 4 meses de reclusão e ao pagamento de 11 dias-multa. Os réus também foram condenados pelo crime de dano qualificado, com pena de 8 meses de detenção.
Os condenados não poderão recorrer em liberdade e terão que cumprir as penas em regime inicial fechado.
A decisão é passível de recurso.
Últimas notícias
01/04/2026Homem tenta matar vítima com facadas e é condenado por tentativa de homicídio em Jaguaruna
01/04/2026MPSC reestrutura o POA e amplia atuação na regularização de cadeias produtivas
01/04/2026GAECO deflagra Operação Thánatos que apura esquema de corrupção envolvendo servidores da saúde e empresa funerária na Serra catarinense
31/03/2026Mais de 21 anos de prisão para ex-corretor de imóveis denunciado pelo MPSC por aplicar golpes em Penha
31/03/2026MPSC obtém liminar para frear alterações fragmentadas e irregulares na legislação urbanística de Palhoça antes de revisão do Plano Diretor
31/03/2026Recomendação do MPSC leva Município de Celso Ramos a revogar lei sobre contratações temporárias
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste