Homem denunciado pelo MPSC por cometer crimes contra as próprias filhas na Serra é condenado a mais de 63 anos de prisão
Segundo as investigações, o réu cometeu estupro de vulnerável; constrangeu as meninas a praticar atos libidinosos diversos, facilitando o acesso a conteúdos pornográficos; fez sexo com uma mulher na frente delas; abusou dos meios de correção, provocando ferimentos nas filhas; e ainda ofereceu bebidas alcoólicas para elas.
Um morador da região serrana foi condenado à prisão, em uma ação penal proposta pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), por cometer uma série de crimes contra as duas filhas, inclusive de natureza sexual, roubando parte da infância e da adolescência delas. A pena chega a 63 anos e 23 dias.
Os crimes estão descritos no Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente e foram praticados quando as vítimas tinham menos de 14 anos de idade e, portanto, eram totalmente incapazes, o que agrava a pena.
As investigações concluíram que o homem cometeu estupro de vulnerável e atos libidinosos diversos contra uma das filhas e fez sexo com uma mulher na frente dela; abusou dos meios de correção; mostrou conteúdos pornográficos para as duas meninas; e ainda ofereceu bebidas alcoólicas para elas.
As vítimas só conseguiram contar para a mãe que sofriam tudo isso quando o pai foi preso por outro crime, também de cunho sexual. Até então, elas tinham pouco contato com a genitora e eram obrigadas a dividir o mesmo teto com o homem, que, em vez de protegê-las, as submetia a situações humilhantes.
A Promotora de Justiça Camila da Silva Tognon diz que o réu também perdeu o direito de exercer qualquer tipo de poder sobre as filhas. “A condenação é uma resposta firme a crimes extremamente graves, que causaram marcas profundas e permanentes na vida das vítimas”, diz ela.
Denuncie
Casos de violência contra crianças e adolescentes devem ser denunciados. A sociedade tem papel fundamental na proteção das vítimas, e qualquer suspeita pode ser comunicada ao Ministério Público de Santa Catarina, ao Conselho Tutelar, à Polícia ou aos canais oficiais de denúncia, como o Disque 100. O silêncio protege o agressor, enquanto a denúncia é o primeiro passo para interromper o ciclo de violência e garantir segurança, dignidade e um futuro melhor.
Últimas notícias
26/02/2026MPSC acompanha investigação do caso da cachorra resgatada após ser enterrada viva em condomínio de Joinville
26/02/2026GAECO e GEAC deflagram Operação Carne Fraca em unidade prisional da Serra Catarinense
26/02/2026Aviso de pauta: MPSC promove evento sobre cidadania e combate à corrupção com instituições parceiras, homenagens, palestras e momento cultural
26/02/2026Aviso de pauta: Educando Cidadãos amplia rede de parceiros e recebe planos de atuação nas escolas
26/02/2026MPSC denuncia motorista de carreta que atingiu 12 veículos em Chapecó
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste