Grupo que furtou mais de 180 celulares em evento na Capital é preso preventivamente
Por requerimento do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), foi decretada a prisão preventiva de oito integrantes de suposta associação criminosa de fora do Estado que se deslocaram até a Capital catarinense com o objetivo de furtar telefones celulares no "Folianópolis", evento musical realizado no feriado prolongado. O grupo, formado por três homens e cinco mulheres, foi preso com 185 aparelhos furtados.
O pedido da conversão em prisão preventiva foi requerido pelo Promotor de Justiça Thiago Carriço Oliveira, em audiência de custódia realizada neste domingo (5/11) na Comarca da Capital, em regime de plantão, e deferido pelo Poder Judiciário. Com a prisão preventiva, os suspeitos permanecerão presos durante o processo penal, salvo decisão judicial em contrário.
Ao requerer a prisão preventiva, o Promotor de Justiça considerou a necessidade de garantia da ordem pública, a prática reiterada dos crimes imputados e a garantia de aplicação da lei penal, uma vez que os integrantes da associação criminosa são de outros Estados, principalmente do Nordeste brasileiro.
Carriço Oliveira ressalta, ainda a gravidade do crime praticado. "Os telefones celulares guardam a vida das pessoas. Ali estão registrados compromissos importantes, fotos de família e até laudos médicos, enfim os registros de sua vida particular e profissional", conclui.
Assim, Rosely de Cerqueira Conceição, Janaina Gomes da Silva Yascara Araujo da Silva, Janielly Pereira de Brito, Alexandre Sousa da Silva, Tiago Mesquita Bahia, Maycon dos Santos e Camila Lima Pereira, indiciados por furto qualificado, permanecerão presos, agora preventivamente. A decisão é passível de recurso. (Ação n. 0025629-68.2017.8.24.0023)
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PROCURE AQUIO papel do Ministério Público é garantir que o responsável por um crime seja julgado por seus atos a partir de fatos comprovados e punido de acordo com a gravidade do delito. Cabe ao Promotor analisar as provas colhidas durante o inquérito policial e avaliar se são suficientes para pedir a abertura do processo judicial contra o acusado. Apenas o Ministério Público pode oferecer a denúncia à Justiça. O Promotor ou a Promotora de Justiça pode pedir novas provas à polícia e fazer as próprias investigações para garantir que um inocente não seja condenado injustamente e que o criminoso não fique impune. Em todas as comarcas há um Promotor ou Promotora de Justiça responsável pelas ações que são julgadas de acordo com o Código Penal.
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