“SaúdeCast” debate desafios de saúde e assistência social para a população em situação de rua
Na Semana Nacional da Saúde, episódio foi mediado pelo Coordenador do CDH e CSP, Promotor de Justiça Eduardo Sens dos Santos, e contou com a participação de psicólogas.
O “SaúdeCast”, um dos quadros que integram o podcast Momento MP, recebeu as psicólogas Lívia Maria Fontana e Luciane Raupp para discutir os desafios da saúde e da assistência social para a população em situação de rua. A conversa foi mediada pelo Coordenador do Centro de Apoio Operacional dos Direitos Humanos e Terceiro Setor (CDH) e do Centro de Apoio Operacional de Saúde Pública (CSP) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Promotor de Justiça Eduardo Sens dos Santos.
Na entrevista, que também comemora a Semana Nacional da Saúde, promovida em todo o país pelo Conselho Nacional de Justiça, destacaram-se as ações do Consultório na Rua, serviço de saúde pública prestado diretamente na rua, nos espaços ocupados pela população em mais alto grau de vulnerabilidade. “Foi uma aula de cidadania", ressaltou o Coordenador do CDH e do CSP, Promotor de Justiça Eduardo Sens dos Santos, comentando o conteúdo apresentado pelas entrevistadas, que perpassou temas como saúde mental, drogadição, população em situação de rua, Sistema Único de Assistência social e de Saúde.
Psicóloga da Prefeitura Municipal de Florianópolis há 18 anos, Lívia Fontana atua há oito anos no “Consultório na Rua”, equipe de saúde que atende as pessoas em situação de rua. Ela explicou como funciona, na prática, o programa. “Sou da equipe de Florianópolis. Atendemos a cidade toda, em todos os bairros. A gente vai debaixo das pontes, nas praças, obras abandonadas, nas praias. Já fui andar nas dunas procurar a pessoa em situação de rua. Onde elas estiverem a gente vai, com o objetivo de ofertar atenção e saúde”, ressaltou.
Luciane Raupp, também psicóloga, trabalha no Instituto Arco Íris de Direitos Humanos e no Colaboratório Nacional PorRua. Para ela, "existem vários motivos que levam para a rua, principalmente conflitos familiares e questões de saúde mental. Às vezes, a gente tem pessoas com síndromes psicóticas na rua, que também, muitas vezes, não receberam a atenção do Estado e acabaram chegando nessa situação”, explicou.
Clique aqui para ler a entrevista na íntegra.
Confira o episódio completo:
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