MPSC recomenda que Secretaria Municipal de Educação de Florianópolis faça reformas estruturais na Escola Básica Municipal Batista Pereira
Relatório da 25ª Promotoria de Justiça da Capital constatou problemas como a falta de para-raios, rachaduras em muros, ausência de forro, falhas na drenagem e aparecimento frequente de serpentes na unidade. Caso a recomendação não seja acatada, a Promotoria de Justiça pode solicitar a interdição da escola, que atualmente atende cerca de 850 alunos.
Após encontrar uma série de irregularidades na Escola Básica Municipal Batista Pereira, no bairro Ribeirão da Ilha, em Florianópolis, a 25ª Promotoria de Justiça da Capital recomendou que a Secretaria Municipal de Educação faça uma série de reformas no local. Caso a recomendação não seja acatada, a Promotoria de Justiça não descarta a possibilidade de solicitar a interdição da escola, que atualmente atende cerca de 850 alunos. De acordo com a Promotora de Justiça Laura Emelianne Noronha Pin, a situação atual é precária e representa “risco concreto e imediato à segurança e à integridade física de alunos, professores e servidores”.
O relatório de visita, elaborado pela Promotoria de Justiça, constatou diversos problemas estruturais como rachaduras em muros, falta de forros e calhas adequadas, ausência de para-raios, além de falhas na drenagem e do comprometimento do escoamento de águas pluviais. Também foi verificado o aparecimento constante de cobras na unidade escolar, inclusive no refeitório e no parque infantil. O relatório aponta, ainda, indícios de que a presença dos animais tem relação com a precariedade dos muros da escola.
A partir do encaminhamento da recomendação, a Secretaria de Educação Municipal deve adotar medidas emergenciais imediatas para controlar e prevenir a entrada de animais peçonhentos no local. As medidas emergenciais devem ser adotadas até a eliminação definitiva do problema.
A Secretaria também deve elaborar e encaminhar um cronograma referente às obras e serviços necessários para regularizar a infraestrutura da escola. O documento deve detalhar a instalação do para-raios, o reforço estrutural dos muros, a instalação de forros e calhas, além da implementação de um sistema adequado de drenagem. O cronograma deve ser enviado para a Promotoria de Justiça em até dez dias úteis a partir do recebimento da recomendação. Por fim, após o término das intervenções, a Secretaria também deve encaminhar para a Promotoria de Justiça um laudo técnico atestando a solução das irregularidades apontadas.
O Município ainda não se manifestou quanto ao acatamento ou não da recomendação.
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