Três envolvidos em vingança que resultou em homicídio e duas tentativas serão julgados
Caso ocorreu em Anchieta, em 2024. Julgamento será na próxima terça-feira (6/10).
Em Anchieta, município com cerca de 6 mil habitantes localizado no Oeste do estado, um plano criminoso que terminou com um homicídio consumado e duas tentativas de homicídio será submetido ao Tribunal do Júri na próxima terça-feira (6/10). De acordo com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o ataque a tiros foi planejado como forma de vingança contra o responsável pela morte de uma jovem assassinada cerca de cinco anos antes. O julgamento dos envolvidos terá início às 8h, no plenário da Câmara de Vereadores de Anchieta.
Conforme a denúncia do Ministério Público, o pai de uma jovem de 22 anos assassinada em 2019 teria articulado o plano criminoso e contratado um pistoleiro para executá-lo. No início da noite de 13 de maio de 2024, armados, os dois invadiram a residência onde o homem visitava a mãe e o padrasto. Com disparos de arma de fogo contra os três, eles mataram o padrasto do alvo, que também foi ferido durante o ataque.
O irmão da jovem assassinada em 2019 também teria participado do plano, instigando o pai e dando apoio à execução do crime. Ele foi denunciado pelo MPSC e será julgado somente pelo crime premeditado de tentativa de homicídio do algoz de sua irmã. Os dois homens que invadiram a residência e efetuaram os disparos serão julgados por um homicídio consumado e por duas tentativas de homicídio, com a qualificadora de recurso que dificultou a defesa das vítimas. O homem contratado para executar o crime responderá ainda pela qualificadora de promessa de pagamento.
De acordo com as investigações e conforme fundamentado pelo MPSC, a vítima fatal, padrasto do alvo do ataque, estava sentado no sofá de casa, jantando, quando foi surpreendido pelos invasores. Ele foi atingido na cabeça e faleceu no local. A mãe reagiu com uma faca, ferindo um dos agressores na tentativa de proteger a si mesma e ao filho. Mesmo baleado, o alvo do plano sobreviveu. Anos antes, em 2019, ele ceifou a vida de uma jovem com 10 golpes de faca. Por esse crime, ele foi condenado a 18 anos de prisão por homicídio com a qualificadora de feminicídio. Ele já cumpria pena na época do ataque e estava em saída temporária, visitando a mãe e o padrasto na noite do ataque. Atualmente o homem segue cumprindo a pena em uma penitenciária no estado de São Paulo. No julgamento, enquanto vítima sobrevivente, ele será ouvido por videoconferência.
Um dos autores, que foi contratado para cometer o crime, está preso preventivamente, enquanto o pai e o filho envolvidos no caso aguardam o julgamento em liberdade. Cada réu terá as suas ações analisadas e julgadas de forma individual pelo Conselho de Sentença, formado pelos jurados. No decorrer do julgamento, haverá espaço para interrogatório de testemunhas e dos réus e para alegações do MPSC e da defesa.
Serviço
O quê: júri popular de dois homens acusados de um homicídio e de duas tentativas e de um homem acusado de uma tentativa de homicídio, que ocorreram em 13 de maio de 2024, em Anchieta
Quando: terça-feira (6/10), às 8h
Onde: Câmara Municipal de Vereadores de Anchieta
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