Operação “Linha Oculta” investiga esquema de ingresso de ilícitos em unidade prisional
Apuração aponta que organização criminosa era responsável pela entrada e distribuição de drogas, celulares e outros itens proibidos no Complexo Penitenciário de Florianópolis.
Na manhã desta sexta-feira (18/09), em apoio a 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital, o Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou a Operação "Linha Oculta" para apurar a atuação de uma organização criminosa envolvida na introdução clandestina de drogas, aparelhos celulares, medicamentos e outros itens proibidos no Complexo Penitenciário de Florianópolis.
Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão em Florianópolis e Biguaçu. A ação está vinculada à 39ª Promotoria de Justiça da Comarca da Capital e os mandados foram expedidos pela Vara Regional de Garantias da Capital.
A investigação apura um esquema estruturado que teria favorecido detentos vinculados a uma organização criminosa com atuação dentro e fora do sistema prisional. Conforme os elementos colhidos até o momento, o grupo seria responsável pela entrada e pela distribuição de drogas, além de telefones celulares e outros equipamentos eletrônicos de uso proibido no ambiente carcerário.
De acordo com as apurações, o esquema contaria com a participação de um agente público e de um vigilante terceirizado que atuavam na unidade prisional. Eles são investigados por supostamente facilitar o ingresso dos materiais ilícitos e ocultar a atividade criminosa em troca de vantagens financeiras.
Os materiais arrecadados durante a operação serão encaminhados à Polícia Científica para realização de perícia e posterior análise pelas equipes responsáveis pela investigação. Além das buscas e apreensões, a decisão judicial determinou o afastamento cautelar do agente, pelo prazo de 90 dias, e do vigilante terceirizado investigados no âmbito da operação.
A investigação tramita sob sigilo e, tão logo haja autorização para publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas.
OPERAÇÃO LINHA OCULTA
O nome "Linha Oculta" faz referência aos canais clandestinos de comunicação mantidos por integrantes da organização criminosa por meio da entrada irregular de aparelhos celulares no sistema prisional, bem como à estrutura utilizada para viabilizar e ocultar as atividades investigadas.
39ª Promotoria de Justiça da Capital
Com atuação em todo o estado, a 39ª Promotoria de Justiça da Capital é responsável por investigar e processar crimes relacionados a organizações criminosas perante a Vara Estadual de Organizações Criminosas (VEOC). A estrutura especializada conta com cinco Promotores de Justiça e foi criada para fortalecer o combate ao crime organizado com mais inteligência, agilidade e efetividade.
GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com a finalidade de identificar, prevenir e reprimir a atuação de organizações criminosas no Estado de Santa Catarina.