Talk show no Prêmio José Daura aborda importância de ações sociais
Pela primeira vez, a solenidade de entrega da 3ª edição do Prêmio José Daura foi marcada pela realização de um talk show. O bate-papo contou com o Procurador de Justiça Daniel Paladino, o Promotor de Justiça João Paulo Bianchi Beal, o Presidente da organização não governamental Cidades Invisíveis, Samuel dos Santos, e a Presidente do Instituto Guga Kuerten, Alice Kuerten. Os participantes compartilharam suas experiências com projetos sociais. Os membros do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) foram vencedores em edições anteriores do Prêmio José Daura.
A mediação foi feita pela Jornalista Marcela Rosa Santos da Silva Marcon, Assessora em Comunicação da Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC. A cerimônia faz parte da programação comemorativa do Dia do Ministério Público, celebrado neste sábado (14/12). Confira como foi a abertura do evento aqui .
"Querer ser alguém para alguém sempre foi o meu lema". Com essas palavras, a Presidente do Instituto Guga Kuerten, Alice Kuerten, abriu o talk show. Com mais de 112 mil pessoas atendidas e R$ 68 milhões investidos, o Instituto Guga Kuerten partiu de uma iniciativa da Presidente, que desde os 14 anos é voluntária. A sua vontade de ser útil e de ajudar as pessoas, como ela mesma disse, a levou a criar o Instituto e auxiliar no futuro de tantas crianças e adolescentes. "A gente vai olhando para o lado e vendo que nem todos podem dar educação para os seus filhos, nem todos têm uma casa, e assim vamos vendo as diferenças e, obviamente, a vontade de querer ajudar. Assim, quando o Guga começou a ter mais sucesso em sua carreira, a gente decidiu criar o Instituto", disse. Atualmente, o Instituto Guga Kuerten realiza ações com crianças, adolescentes e pessoas com deficiências em instituições e por meio de cinco núcleos na Grande Florianópolis, que fazem o acompanhamento direto de 420 crianças.
O Presidente da organização não governamental Cidades Invisíveis, Samuel dos Santos, afirmou que, "quando a gente não pode mudar o mundo, a gente pode começar ajudando a primeira pessoa que está do nosso lado". A organização, que começou em 2012, está presente no Rio Grande do Sul, em Canela; na Grande Florianópolis, no Morro da Mariquinha, no Frei Damião e no Monte Cristo; no Rio de Janeiro, no Morro do Vidigal; e em São Paulo, na Vila Prudente e no Jardim Panorama. "Nosso projeto mudou muito desde o começo, mas a gente segue com a mesma essência de ajudar o próximo. Isso está relacionado com o Prêmio José Daura, que reconhece as iniciativas de Promotores de Justiça que estão dentro dos gabinetes e querem olhar além. É muito importante que, a partir do lugar em que vocês, Promotores de Justiça, estão, tenham essa inciativa de fazer diferente".
Um dos vencedores da primeira edição do Prêmio José Daura, o Procurador de Justiça Daniel Paladino, destacou a importância da continuidade da premiação, a qual valoriza projetos do Ministério Público que melhorem a qualidade de vida das pessoas. Com o projeto "Força-Tarefa DOA - Defesa, Orientação e Apoio a pessoas em situação de rua", primeiro colocado do prêmio, o Procurador de Justiça, que foi o coordenador do projeto, relatou como foi vivenciar todas as ações e aprender com os parceiros, os quais foram importantes na retaguarda para a realização do trabalho. "Ao todo, foram mais de 1.500 ações de rua realizadas. Eu pessoalmente estive em mais de 200, ao longo de sete anos de existência desse trabalho. Foi todo um trabalho de preparação e capacitação, para saber trabalhar na rua e lidar com a população, acolher, dar as melhores orientações e os melhores conselhos para essas pessoas, sempre com o intuito de retirar essas pessoas da rua. A rua nunca é digna para ninguém", declarou.
O projeto "Campo Limpo", coordenado pelo Promotor de Justiça João Paulo Bianchi Beal, foi premiado com o terceiro lugar na 2ª edição do Prêmio José Daura, em 2023. A iniciativa, que combate o uso irresponsável de agrotóxicos, atinge atualmente sete municípios de Santa Catarina na região do Alto Vale. O membro do MPSC compartilhou as experiências com o projeto. "Meu conselho para os colegas é: conheçam a realidade local. Um pequeno gesto pode fazer uma diferença absurda. Eu confesso que não tinha ideia de como um simples projeto, que não custou mais de R$ 40 em gasolina, poderia causar tanto impacto e transformação social". "Nesse projeto eu não fiz nada de jurídico, eu não movi uma ação, eu não fiz nada além de um simples projeto no papel e alguns telefonemas com algumas pessoas certas, empolgadas e que queriam realmente causar uma transformação, que, no final, foi muito maior do que imaginávamos".
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