São Cristóvão do Sul: Suspeitos de matar pessoa em situação de rua, destruir o corpo e atrapalhar as investigações viram réus em ação penal do MPSC
Dois homens foram denunciados pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por supostamente matarem e queimarem uma pessoa em situação de rua em São Cristóvão do Sul no mês passado. Agora, eles respondem a uma ação penal por homicídio triplamente qualificado, destruição de cadáver e fraude processual. Ambos estão presos preventivamente e o objetivo é que sejam julgados e condenados pelo Tribunal do Júri.
A denúncia foi oferecida pelo Promotor de Justiça Renato Maia de Faria, da 3ª Promotoria da Comarca de Curitibanos, com base nas provas coletadas pela Polícia Civil. Segundo as investigações, um dos réus, de 41 anos, queria forjar a própria morte para benefício pessoal e teria contado com a ajuda do outro, de 38, para atrair a vítima, sob o pretexto de lhe dar comida, para matá-la em seu lugar e incendiá-la dentro da própria caminhonete.
O corpo foi encontrado no dia 15 de fevereiro, no interior do veículo, às margens da BR-470, totalmente destruído e desfigurado. Inicialmente, pensou-se mesmo tratar-se do dono da caminhonete, supostamente desaparecido havia dois dias. Porém, as investigações tomaram um novo rumo, e ele e o outro réu foram presos no dia 28 de fevereiro.
Nesse intervalo de duas semanas entre o homicídio e a prisão, ambos teriam fabricado várias provas para induzir os órgãos competentes a erro, como enviar mensagens ameaçadoras para familiares e usar nomes falsos para tentar manipular o curso das investigações, o que configura fraude processual.
Ainda segundo a denúncia, a ousadia e a criatividade "atingiram um patamar alarmante quando, de forma voluntária e premeditada, o dono da caminhonete permitiu que um dedo de sua mão esquerda fosse amputado para simular que teria sido sequestrado e torturado antes de morrer, criando, assim, um enredo artificial para confundir as autoridades e afastar qualquer suspeita sobre sua real participação nos fatos". Toda a cena foi filmada e compartilhada pelos próprios réus.
O Promotor de Justiça Renato Maia de Faria comenta a brutalidade do crime e a necessidade de uma resposta firme para a sociedade. "Trata-se de um crime cruel, marcado por requintes de frieza e planejamento detalhado. Os denunciados não apenas tiraram a vida de uma pessoa vulnerável, como também tentaram enganar as autoridades para se safarem. O Ministério Público de Santa Catarina está empenhado em garantir que eles não fiquem impunes".
As três qualificadoras citadas na denúncia são o motivo torpe, o meio insidioso e o recurso que dificultou a defesa da vítima. Essas circunstâncias podem agravar as penas caso os réus venham a ser condenados pelo Tribunal do Júri.
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