MPSC recebe esclarecimentos da Celesc sobre apagões ocorridos na noite de réveillon em Florianópolis
Nos dias 31 de dezembro de 2024 e 1º de janeiro de 2025, três interrupções no fornecimento de energia elétrica atingiram cerca de 10 mil unidades consumidoras na região central de Florianópolis, causando enorme transtorno e inúmeras reclamações em razão do elevado número de pessoas mobilizadas na região em torno das comemorações do réveillon. O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma notícia de fato para averiguar as reclamações e cobrar transparência da empresa em relação aos motivos que provocaram os apagões. A Celesc apresentou seus esclarecimentos nesta terça-feira (18/2), em uma reunião com a 29ª PJ da Capital.
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De acordo com a empresa, o problema apontado como causador dos apagões foi o contato de vegetação com a rede elétrica, descartando uma possível sobrecarga do sistema em razão do aumento de consumo. A Celesc alega que a região do Centro nunca apresentou histórico de problemas durante as festas de fim de ano, por isso anunciou que a partir de agora o trabalho de manutenção preventiva será reforçado tanto na rede quanto nas podas de vegetações ao longo dos equipamentos. A empresa ressalta que existem dois caminhões exclusivos para poda e roçada para atender a região de Florianópolis, tendo, inclusive, sido feita uma nova poda em fevereiro.
Ainda segundo a área técnica, a empresa reforçou o quadro de pessoal para atendimento na região, exatamente em decorrência das festas de fim de ano. Também destacou a realização de investimentos e ampliação da capacidade das subestações na Ilha de Santa Catarina, reforçando que a subestação Ilha/Centro, que alimenta a região afetada pelos apagões do réveillon, não costuma apresentar inconsistências. Sobre o atendimento das demandas, a Celesc destaca que existe uma escala de trabalho em turno integral, com bases operacionais nos bairros Capoeiras e Itacorubi, que, segundo a empresa, permite o rápido atendimento.
O Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto esclarece que a atuação do Ministério Público nesse caso busca resguardar os direitos dos consumidores que, em considerável parcela, manifestaram grande descontentamento com a situação. Da mesma forma, segundo ele, independentemente dos motivos que tenham levado aos apagões, é fundamental que a empresa preste os devidos esclarecimentos à população e promova ações e medidas preventivas de modo a garantir que tal situação não volte a se repetir em datas comemorativas e de grandes eventos.
"Estamos cientes do amplo trabalho desenvolvido pela Celesc e não estamos aqui para prejudicar nem desmerecer a atuação de tantos profissionais. Porém, na condição de órgão guardião dos direitos do consumidor, é imperativo que o MPSC cobre uma resposta satisfatória à sociedade e fiscalize possíveis falhas que caracterizem violações. É importante estabelecer esse diálogo e assegurar que os direitos da coletividade na área do consumidor estejam preservados", conclui.
Participaram da reunião o Promotor de Justiça Wilson Paulo Mendonça Neto; o Diretor Jurídico da Celesc, Pedro Augusto Schmidt de Carvalho Júnior; o Chefe do Departamento Jurídico da Celesc, Luiz Fernando Costa de Verney; o Gerente Regional da Grande Florianópolis, Leandro Seeman Cordeiro; a Assistente de Performance e Resultados, Silvia Hafner Pozzobon; o Assistente da Diretoria de Distribuição, Walério Sandro da Costa Moreira; o Gerente do Departamento de Manutenção e Sistema Elétrico, Ismael Lima de Borba; o Gerente do Departamento de Operação, Rogério Benedicto; e o Gerente da Divisão de Operação e Manutenção, Willian Carminatti Espíndola.
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