MPSC instaura procedimentos e apura brigas entre torcidas e possível crime de racismo em jogo entre Avaí e Remo
Duas Promotorias de Justiça da Capital apuram violência dentro e fora do estádio da Ressacada e suspeita de crime de racismo decorrente de suposta xenofobia contra torcedores durante partida da Série B, realizada no sábado (15/11), em Florianópolis.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) está apurando os episódios de briga entre as torcidas do Avaí e do clube do Remo, do Pará, ocorridos no sábado (15/11), dentro e fora do estádio da Ressacada, em Florianópolis, em jogo pela Série B do Campeonato Brasileiro, e também um possível crime de racismo decorrente de suposta xenofobia por uma torcedora do Avaí contra torcedores do Remo durante a mesma partida.
São duas apurações conduzidas por duas Promotorias de Justiça do MPSC na Capital: a 29ª Promotoria de Justiça apura as brigas entre torcedores dos dois times e a 40ª Promotoria de Justiça apura a suspeita de crime de racismo decorrente de suposta xenofobia por uma torcedora do Avaí contra torcedores do Remo.
A 29ª Promotoria de Justiça da Capital, com atuação na área do consumidor, instaurou um procedimento administrativo relativo às brigas entre as torcidas que ocorreram dentro e fora do estádio, por determinação da Promotora de Justiça Priscila Teixeira Colombo.
Segundo a Promotora de Justiça, foram expedidos ofícios pela 29ª PJ à Polícia Militar para que preste esclarecimentos sobre os fatos, inclusive sobre a eventual identificação dos torcedores envolvidos. Ela também determinou a notificação da torcida organizada Mancha Azul, do Avaí, para que preste informações e manifeste-se sobre o episódio.
Confira o áudio da Promotora de Justiça Priscila Teixeira Colombo, da 29ª Promotoria de Justiça da Capital
O outro procedimento investigatório do MPSC é da 40ª Promotoria de Justiça da Capital, que reúne a atribuição de enfrentamento ao racismo em todo o Estado de Santa Catarina. De acordo com o Promotor de Justiça titular da 40ª PJ, Jádel da Silva Júnior, com base nas informações divulgadas em veículos de comunicação, haverá um procedimento para apurar possível crime de racismo decorrente de suposta xenofobia por uma torcedora durante a partida de sábado contra torcedores do Remo.
O procedimento da 40ª PJ buscará identificar e qualificar a torcedora e também ouvi-la. Além disso, ressalta o Promotor de Justiça, o MPSC também irá verificar quais medidas serão tomadas pela direção do Avaí sobre os fatos e, ao final do procedimento, poderão ser identificadas algumas ações que possam ser recomendadas ao clube para prevenir e reprimir situações como essas.
Confira o áudio do Promotor de Justiça Jádel da Silva Júnior, da 40ª Promotoria de Justiça da Capital
“Nossa Torcida é pela Paz”
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ressalta que também atua na prevenção. Para transformar os estádios em ambientes mais seguros, acolhedores e livres da violência, o MPSC lançou, em setembro, a campanha "Nossa Torcida é pela Paz". A ação preventiva é realizada em parceria com o Conselho Nacional de Procuradores-Gerais (CNPG), a Federação Catarinense de Futebol e os 16 clubes do Estado que participaram da Copa Santa Catarina.
No início das partidas, por exemplo, os jogadores e mascotes entram em campo com uma faixa com o slogan da campanha. Além disso, também são transmitidas mensagens que retratam a paixão, a alegria e a união de quem frequenta os estádios catarinenses.
Com a união entre instituições, a campanha representa um passo decisivo para a mudança cultural nas arquibancadas, reforçando que a construção de um futebol sem violência depende da responsabilidade de todos.
Clique aqui e assista ao lançamento da campanha e aos vídeos exibidos durante os jogos.
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