MPSC apresenta desafios e prioridades de atuação para as 11 macrorregiões de Santa Catarina em coletiva de imprensa
Procuradora-Geral de Justiça detalhou o diagnóstico das adversidades regionais, realizado por meio do programa Prioriza, e explicou como a Instituição vai enfrentá-las a partir de agora.
PGJ Vanessa apresenta diagnóstico obtido durante programa Prioriza
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) realizou, na manhã desta sexta-feira (7/11), uma coletiva de imprensa para apresentar o diagnóstico dos principais desafios enfrentados pelas 11 macrorregiões do estado, elaborado por meio do programa Prioriza. A iniciativa mapeou as adversidades específicas de cada região e definiu as prioridades que servirão de base para a atuação da Instituição a partir de agora.
Durante o encontro – transmitido também para veículos de comunicação do interior do estado –, a Procuradora-Geral de Justiça do MPSC, Vanessa Wendhausen Cavallazzi, anunciou que a aplicação dos projetos elaborados para enfrentar as deficiências identificadas nas áreas de saúde, segurança pública, meio ambiente, moralidade administrativa, educação, infância e juventude, direitos humanos e ordem tributária terá início em março de 2026. “Ao longo do ano, teremos muito trabalho, muitos materiais e entregas importantes em cada um desses projetos”, afirmou.
Ao apresentar um vídeo com os desafios e como muitos se conectam, Vanessa destacou a saúde mental como um dos temas de alerta e atentou para a necessidade de estruturar melhor os serviços de atenção psicossocial. “Temos uma carência de profissionais e uma rede ainda deficiente. Precisamos avançar na criação de residências terapêuticas, espaços protegidos para pessoas que não necessitam mais de internação psiquiátrica, mas que também não têm condições de viver com suas famílias”, explicou.
Confira aqui as prioridades por região e área de atuação.
Como será a atuação
Sobre a forma de atuação, a Procuradora-Geral enfatizou que o MPSC pretende adotar uma metodologia mais dialogada, com intensa articulação com os municípios e a sociedade civil. “Vivemos um momento em que nossos instrumentos de trabalho nasceram em um mundo físico e não digital. Precisamos construir soluções que considerem as limitações orçamentárias dos municípios e que sejam viáveis dentro da realidade local”, disse.
Vanessa também respondeu a perguntas sobre temas como violência doméstica, proteção à infância e combate ao crime organizado. Ela reforçou que essas áreas continuam sendo grandes preocupações da Instituição. “No combate ao tráfico de drogas e às organizações criminosas, as prioridades estão nas regiões de fronteira, onde há maior pressão externa. Precisamos de articulação interinstitucional e interestadual para investigações estratégicas, especialmente em lavagem de dinheiro”, afirmou.
Também participaram da coletiva de imprensa o Subprocurador-Geral de Justiça para Assuntos Institucionais, Andrey Cunha Amorim; o Coordenador de Monitoramento e Articulação do MPSC, Promotor de Justiça Luiz Fernando Pacheco; e o Assessor da Procuradoria-Geral de Justiça, Promotor de Justiça Mauro Canto da Silva.
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