"A culpa não é sua" é tema de campanha do MPSC em combate ao abuso sexual de crianças e adolescentes
No mês alusivo ao combate ao abuso sexual - o Maio Laranja -, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) promove a campanha "A culpa não é sua". A campanha incentiva a denúncia de práticas abusivas e engloba diversas ações digitais ao longo do mês de maio nos canais de comunicação da instituição.
De acordo com o coordenador do Centro de Apoio Operacional da Infância, Juventude e Educação do MPSC, Promotor de Justiça Eder Cristiano Viana, é essencial educar as crianças e adolescentes e com elas, principalmente em casa e na escola, abordar o tema. "Essa abordagem deve ser feita considerando o grau de desenvolvimento da criança e do adolescente, ensina-los0 a se protegerem de perigos comuns que nos cercam atualmente e, principalmente, contar com os pais na educação para uso de redes sociais, por exemplo, hoje, realidade da vida de todos", afirmou.
Elaborada pela Coordenadoria de Comunicação Social do MPSC, a campanha divulgará os canais de denúncia, ferramentas cruciais para amparar as vítimas e buscar a punição dos abusadores. À disposição da sociedade catarinense estão o Disque 181, da Polícia Civil, o 190, da Polícia Militar, os Conselhos Tutelares e as Promotorias de Justiça do MPSC - que são recursos valiosos para relatar suspeitas de abuso.
Para o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal e da Segurança Pública, Promotor de Justiça Alessandro Rodrigo Argenta, é importante dialogar com zelo e acolhimento diante de uma possível revelação de violência sexual. "Trata-se de tema que impõe dos agentes públicos que atuam na área, uma maior sensibilidade no trato da denúncia de abuso, justamente por envolver crianças e adolescente, devendo a rede estar capacitada para responder a essa complexa demanda", afirma.
Como surgiu o Maio Laranja
O Maio Laranja surgiu a partir de um caso brutal ocorrido em 18 de maio de 1973 em Vitória, no Espírito Santo. Na época, uma menina de 8 anos chamada Araceli foi sequestrada, sofreu violência sexual, foi drogada e assassinada. Os três réus acusados foram absolvidos em 1991.
Diante do caso, entidades de proteção e sociedade civil mobilizam indignação. Isso fomentou a criação do Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. A data foi sugerida para 18 de maio, dia do assassinato de Araceli, tornando-se oficial no ano 2000, com a aprovação da Lei Federal n. 9.970.
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