Promovida execução judicial contra açougue de Forquilhinha que não cumpriu TAC
A primeira irregularidade foi flagrada no estabelecimento em 2004, quando o proprietário assumiu a obrigação de adequar seu comércio por meio do TAC proposto na ocasião pela Promotora de Justiça Vera Lúcia Coró Bedinoto. Em outra fiscalização, realizada em junho deste ano, a Vigilância Sanitária Estadual constatou que o estabelecimento novamente apresentava abate clandestino de animais e comércio de carne inadequada para consumo. Nesta nova fiscalização foram apreendidos 610 quilos de carne bovina em situação irregular no Açougue Savi. Outros 746 quilos de carnes e produtos derivados inadequados foram apreendidos no mesmo período em 25 estabelecimentos também vistoriados em Forquilhinha.
Além de executar a multa pelo descumprimento do TAC, o Promotor de Justiça Cássio Antônio Ribas Gomes prepara agora duas ações: uma ação civil pública visando a suspensão das atividades do açougue, até que venha a se adequar às normas legais, e uma ação penal contra o proprietário pela venda de produtos impróprios ao consumo, conforme prevê a lei federal n° 8.137/90, que define os crimes contra as relações de consumo. A Vigilância Sanitária também autuou o comerciante e instaurou processo administrativo para o caso, que pode resultar na interdição do estabelecimento.
Em decorrência da fiscalização realizada em 2004 o Ministério Público já havia proposto uma ação penal contra o comerciante, também pelo crime de vender alimentos impróprios ao consumo. O TAC, proposto na mesma época, buscou a regularização do local, enquanto a ação penal objetiva a punição pela ocorrência do crime. Esta ação criminal está em tramitação na Comarca de Forquilhinha e a pena prevista para o crime é de dois a cinco anos de detenção.
As fiscalizações no comércio de carnes e derivados são ações previstas no Programa de Proteção Jurídico-Sanitária dos Consumidores de Produtos de Origem Animal, desenvolvido pelo Centro de Apoio Operacional do Consumidor do Ministério Público em conjunto com os Promotores de Justiça. O objetivo é garantir alimentos seguros à população catarinense e orientar manipuladores e comerciantes dos produtos.
Últimas notícias
09/01/2026Com tradução para três idiomas estrangeiros, MPSC busca ampliar acesso a cartilha sobre direitos das mulheres em situação de violência
07/01/2026MPSC consegue aumento de pena para homem que tentou matar ex-companheira na frente dos filhos
07/01/2026Protocolo “Não é não” entra em campo: combate à violência contra mulheres chega aos estádios catarinenses
07/01/2026MPSC requisita informações a órgãos da saúde e meio ambiente para apurar qualidade sanitária das praias da Capital
07/01/2026Como requerido pelo MPSC, gratificação a Advogados e Procuradores do Legislativo de Florianópolis é declarada inconstitucional e deixa de ser paga
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil