Município de Papanduva terá que regularizar funcionamento de serviço de acolhimento institucional
Atendendo ao pedido do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o Juízo da Vara Única da Comarca de Papanduva prolatou sentença procedente determinado que o Município regularize e adeque o funcionamento do serviço de acolhimento institucional de crianças e adolescentes. Relatórios emitidos pela equipe técnica da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Santa Catarina apontaram a necessidade de regularização das atividades da Casa Lar de Papanduva, o que motivou a 1ª Promotoria de Justiça a ajuizar uma Ação Civil Pública requerendo que a administração municipal tomasse as providencias necessárias.
A decisão obriga a administração municipal a estruturar a casa lar com uma equipe técnica direta para o acolhimento, a fazer o registro no Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Papanduva, a limitar ao número máximo de quatro acolhidos por quarto/dormitório e a realizar a edição do plano político-pedagógico da instituição.
O Promotor de Justiça, Antonio Junior Brigatti Nascimento, responsável pela 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Papanduva, salienta que "o serviço não conta com os profissionais técnicos que são exigidos pelas normas da Assistência Social. O Município terá que promover a contratação por meio da criação de cargos públicos e realização de concurso público."
Sobre a equipe necessária para o atendimento aos acolhidos, ela deverá ser composta por um coordenador, um educador/cuidador residente e um auxiliar de cuidador/educador residente. Essa estrutura deverá atender aos requisitos das Orientações Técnicas para os Serviços de Acolhimento para Crianças e Adolescentes e da Norma Operacional Básica de Recursos Humanos do Sistema Único de Assistência Social (Suas).
Na ação ajuizada, o MPSC relata que "as demandas de melhorias solicitadas surgiram com base em dois importantes relatórios de fiscalização emitidos pela equipe técnica da Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal de Justiça de Santa Catarina em inspeções promovidas na Casa Lar de Papanduva, nos anos de 2016 e 2018".
A sentença acolheu o argumento do MPSC sobre o imóvel onde a instituição desenvolve os trabalhos. "As dimensões são inadequadas para o número de vagas disponibilizadas, porquanto, segundo as normativas técnicas, não é viável manter mais que quatro crianças ou adolescentes em cada quarto", descreve a ação.
Para o Promotor de Justiça "a inércia municipal era estarrecedora, pois muitas crianças e adolescentes foram acolhidas nos anos de 2017, 2018, 2019, 2020 e 2021, sem que existisse equipe especializada para atendê-las e, principalmente, para executar o conteúdo do Plano Individual de Atendimento, de sorte a reintegrar os acolhidos à família natural ou ampliada de origem".
Últimas notícias
09/01/2026Com tradução para três idiomas estrangeiros, MPSC busca ampliar acesso a cartilha sobre direitos das mulheres em situação de violência
07/01/2026MPSC consegue aumento de pena para homem que tentou matar ex-companheira na frente dos filhos
07/01/2026Protocolo “Não é não” entra em campo: combate à violência contra mulheres chega aos estádios catarinenses
07/01/2026MPSC requisita informações a órgãos da saúde e meio ambiente para apurar qualidade sanitária das praias da Capital
07/01/2026Como requerido pelo MPSC, gratificação a Advogados e Procuradores do Legislativo de Florianópolis é declarada inconstitucional e deixa de ser paga
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil