MPSC intervém e IMA cancela licença para obras de empreendimento objeto de ação judicial em área de proteção ambiental
Após notificação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), o Instituto do Meio Ambiente (IMA-SC) cancelou a licença que havia concedido ao grupo Agroland Agroflorestal e Mecanismos de Desenvolvimento Limpo Ltda. para construir e reparar as cercas do empreendimento imobiliário Projeto Porto Baleia, que é objeto de ação civil pública devido às ameaças de danos irreparáveis ao meio ambiente na Área de Proteção Ambiental do Entorno Costeiro no Município de Paulo Lopes.
A 4ª Promotoria de Justiça de Palhoça, com atuação regional na área do meio ambiente e em todo o âmbito territorial do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro, requer, entre outras medidas, que o empreendimento não seja executado. Os riscos de danos permanentes ao meio ambiente são apontados na Ação Civil Pública n. 0900091-50.2016.8.24.0045, ajuizada em 2016 (veja aqui a notícia do portal do MPSC, da época, que explica os riscos ambientais apontados pelo Ministério Público na ação).
Mesmo sem o julgamento do mérito da ação judicial, justamente devido à possibilidade de que qualquer obra resulte em prejuízos irrecuperáveis à área de proteção ambiental, o IMA está impedido de conceder licenças ao empreendimento e, apesar disso, o órgão ambiental havia permitido a construção e reparos de cercas. A comunidade local, ciente da proibição de qualquer obra na área protegida, protocolou uma representação ao Ministério Público, que interveio imediatamente notificando o órgão de fiscalização e licenciamento ambiental do Estado sobre a impossibilidade de emissão da licença.
O IMA comunicou ao Ministério Público que cancelou a licença no dia 10 de fevereiro.
Como demonstrou o Promotor de Justiça José Eduardo Cardoso, na ação civil pública, o projeto urbanístico do empreendimento imobiliário, caso se concretize, irá provocar um "drástico saturamento populacional em uma área que atualmente abriga pouca atividade pecuária, densidade demográfica praticamente zero, exuberante fauna e flora nativa destinadas legalmente à preservação permanente".
Cardoso destaca que o objetivo da ação civil pública, ao requerer que os empreendedores sejam proibidos de dar seguimento ao projeto, é garantir a integridade do meio ambiente naquela área de proteção ambiental essencial para a manutenção do equilíbrio ecológico não apenas da localidade onde está previsto o empreendimento, mas, também, do Parque Estadual da Serra do Tabuleiro.
Últimas notícias
01/04/2026Homem tenta matar vítima com facadas e é condenado por tentativa de homicídio em Jaguaruna
01/04/2026MPSC reestrutura o POA e amplia atuação na regularização de cadeias produtivas
01/04/2026GAECO deflagra Operação Thánatos que apura esquema de corrupção envolvendo servidores da saúde e empresa funerária na Serra catarinense
01/04/2026Mais três faccionados envolvidos em tripla tentativa de homicídio em Joinville são condenados pelo Tribunal do Júri
01/04/2026Recursos destinados pelo MPSC viabilizam aquisição de computadores para a Polícia Militar em Araranguá
01/04/2026Acordo em ação do MPSC busca reestruturação da Fundação Ambiental de Araranguá
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste