MPSC debate parceria com universidade para converter máquinas caça-níqueis em computadores
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) reuniu, no dia 19 de setembro, representantes da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) para debater a possibilidade de se firmar parceira entre instituições de ensino superior e o MPSC para a implementação de projeto de conversão das máquinas caça-níqueis apreendidas no Estado em computadores a serem utilizados em escolas públicas. A reunião ocorreu no Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude (CIJ), na sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis, com participação do Centro de Apoio Operacional Criminal (CCR).
"Queremos evitar a destruição das máquinas caça-níqueis porque o seu aproveitamento é possível e, sobretudo, porque poderemos utilizá-las na educação de crianças e adolescentes carentes do Estado", explica o Coordenador do CIJ, Promotor de Justiça Gilberto Polli. Entre 2005 e abril de 2007 foram apreendidas pelo menos três mil máquinas de videoloteria durante operações para combater a contravenção penal no Estado, segundo dados dos Promotores de Justiça repassados ao CCR. A iniciativa do MPSC visa envolver as universidades catarinenses na transformação dessas máquinas em computadores.
Projeto pioneiro foi iniciado pelo Promotor de Justiça Alex Sandro Teixeira da Cruz, na Comarca de Criciúma, há seis meses. Em parceria com a SATC, instituição de ensino ligada ao Sindicato Carbonífero, os alunos daquela escola passaram aadaptar caça-níqueis para oferecer jogos educativos. Estão prontas para a conversão 60 máquinas, e três já estão sendo testadas. Segundo Cruz, os equipamentos serão distribuídos para escolas públicas do município, localizadas em regiões mais empobrecidas. Em Criciúma o projeto recebeu o nome "Da contravenção à educação".
Outra iniciativa ocorre no campus da Universidade do Sul de Santa Catarina (Unisul) de Araranguá. Em abril de 2007 a Unisul começou a converter máquinas caça-níqueis em computadores. Sete alunos da universidade atuam no projeto e já transformaram 40 equipamentos. "Esperamos que, com o apoio do Ministério Público, consigamos dar um destino para esses computadores", salientou o coordenador do Núcleo de Pesquisa em Computação Aplicada da Unisul, Professor Juarez Bento da Silva.
O MPSC voltará a discutir o assunto em breve com dirigentes do sistema ACAFE. Polli salienta que o debate iniciou com a UFSC por tratar-se de uma universidade pública e gratuita. Antes de avançar nas negociações com outras instituições de ensino superior, os Centros de Apoio da Infância e Criminal vão entrar em contato com os Promotores de Justiça da área criminal para tentar operacionalizar o projeto. Segundo o Coordenador do CCR, Promotor de Justiça Andrey Cunha Amorim, uma mensagem será enviada às Promotorias de Justiça solicitando que não se destrua mais nenhuma máquina caça-níquel, a fim de viabilizar o projeto.
Participaram da reunião o Professor Juarez, o Coordenador da Área de Gestão do Conhecimento da UFSC, Néri dos Santos, a Professora da Unoesc Tânia Raunem, a Professora do curso de Pós-Graduação em Engenharia e Gestão do Conhecimento da UFSC, Vânia Ribas Wbricht, e o Professor do Departamento de Informática e de Estatísticas da UFSC, João Bosco da Mota Alves, além dos Promotores de Justiça Gilberto Polli, Coordenador do CIJ, Andrey Cunha Amorim e Fabiano Henrique Garcia, Coordenador e Coordenador-Adjunto do CCR, respectivamente.
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