Mineradoras financiarão parte do centro de zoonoses e abrigo de animais em Criciúma
O Município de Criciúma assumiu o compromisso com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e o Ministério Público Federal (MPF) de implantar em 12 meses um centro de controle de zoonoses (doenças transmissíveis de animais vertebrados ao homem e vice-versa) e um abrigo de animais. Indicadores do Ministério da Saúde revelam que existe na cidade uma população canina de 28.500 animais, e que aproximadamente 5.700 deles vivem nas ruas. O termo de ajustamento de conduta (TAC), proposto pelo Promotor de Justiça Luciano Trierweiller Naschenweng, foi firmado em 16 de outubro de 2007.
Para facilitar parte da construção do centro e do abrigo, a Prefeitura receberá R$ 380 mil de mineradoras da região que se comprometeram com o MPSC e o MPF, por meio de termos de ajustamento de condutas, também celebrados em 16 de outubro de 2007, a recuperar áreas degradadas. A título de medida compensatória pelos danos já causados ao meio ambiente pela sua atividade, seis mineradores concordaram em depositar o dinheiro em uma conta bancária específica para erguer as duas edificações.
"O elevado número de animais em completo abandono nas ruas do município e a sua elevada reprodução, principalmente canina e felina, acarretam considerável risco de proliferação de doenças", argumenta Luciano Trierweiller Naschenweng. As moléstias que podem ser adquiridas em contato com animais são as mais variadas - o conhecido bicho geográfico, a toxoplasmose, a leptospirose e a raiva, entre outras.
O TAC prevê a possibilidade de convênio com outros Municípios da microrregião para ajudar na manutenção do centro e do abrigo. O acordo também estabelece o envio de um projeto de lei para a Câmara de Vereadores para regulamentar o desenvolvimento de ações visando o controle das zoonoses no Município de Criciúma no prazo de dois meses. A Prefeitura, a Secretaria da Saúde e a do Meio Ambiente, que também assinaram o TAC, concordaram em prestar contas trimestralmente ao MPSC e ao MPF dos valores recebidos e da sua aplicação.
O acordo ainda estabeleceu uma série de medidas que visam a proteção dos animais e da sociedade. Caso o TAC não seja cumprido, a Prefeitura estará sujeita à multa de R$ 60 mil em favor do Fundo para Reconstituição dos Bens Lesados do Estado, destinado à reparação dos danos causados ao meio ambiente, ao consumidor e ao patrimônio histórico.
Últimas notícias
09/01/2026Com tradução para três idiomas estrangeiros, MPSC busca ampliar acesso a cartilha sobre direitos das mulheres em situação de violência
07/01/2026MPSC consegue aumento de pena para homem que tentou matar ex-companheira na frente dos filhos
07/01/2026Protocolo “Não é não” entra em campo: combate à violência contra mulheres chega aos estádios catarinenses
07/01/2026MPSC requisita informações a órgãos da saúde e meio ambiente para apurar qualidade sanitária das praias da Capital
07/01/2026Como requerido pelo MPSC, gratificação a Advogados e Procuradores do Legislativo de Florianópolis é declarada inconstitucional e deixa de ser paga
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil