Justiça aceita denúncia do Ministério Público e Prefeito de Ponte Alta do Norte e outras três pessoas viram réus na Operação Limpeza Urbana
O Prefeito de Ponte Alta do Norte, seus dois filhos e o Secretário Municipal de Administração, Planejamento e Finanças viraram réus na Operação Limpeza Urbana, deflagrada pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) para desarticular um suposto esquema que atrelava empresas de limpeza urbana a um escritório de contabilidade, resultando em enriquecimento ilícito.
A 5ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Santa Catarina aceitou por unanimidade a denúncia assinada pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, que atua por delegação do Procurador-Geral de Justiça do MPSC, e os quatro suspeitos agora respondem a uma ação penal por associação criminosa e concussão, que é usar um cargo público para exigir vantagens indevidas.
O Prefeito e o Secretário Municipal tiveram as prisões preventivas mantidas. Já os filhos do Prefeito passaram a cumprir medidas cautelares, como o uso de tornozeleira eletrônica.
A Operação Limpeza Urbana foi deflagrada em janeiro deste ano com base em investigações realizadas pela Subprocuradoria-Geral de Justiça para Assuntos Jurídicos, pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas e pelo Grupo Especial Anticorrupção.
De acordo com a denúncia, o Prefeito e o Secretário Municipal criaram o programa Cidade Bonita para contratar os serviços de conservação e limpeza urbana. Nesse contexto, os interessados em trabalhar eram obrigados a constituir empresa, necessitando de uma assessoria contábil. Então, eles eram direcionados pelos agentes públicos para o escritório de contabilidade dos filhos do Prefeito e ficavam sabendo que só poderiam prestar os serviços se devolvessem quantias mensais.
Ainda segundo as investigações, quando o programa Cidade Bonita foi lançado, em maio de 2021, a cobrança mensal por empresa era de R$ 175. Quando a Operação Limpeza Urbana foi deflagrada, no início de 2024, o valor era de R$ 200. Prestadores de serviços relatam que sofriam ameaças caso não efetuassem os pagamentos. Estima-se que o esquema tenha movimentado cerca de R$ 100 mil, que teriam sido divididos entre os quatro réus.
Últimas notícias
01/04/2026GAECO deflagra Operação Thánatos que apura esquema de corrupção envolvendo servidores da saúde e empresa funerária na Serra catarinense
31/03/2026Mais de 21 anos de prisão para ex-corretor de imóveis denunciado pelo MPSC por aplicar golpes em Penha
31/03/2026MPSC obtém liminar para frear alterações fragmentadas e irregulares na legislação urbanística de Palhoça antes de revisão do Plano Diretor
31/03/2026Recomendação do MPSC leva Município de Celso Ramos a revogar lei sobre contratações temporárias
31/03/2026Educação, cidadania e esporte: Atletas da seleção brasileira de surfe júnior participam de formação com foco no combate à corrupção
31/03/2026Recursos destinados pelo MPSC viabilizam reforma da sala de visitas no Presídio Regional de Tubarão
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste