Em Rio do Oeste e Laurentino, MPSC expede recomendação para fiscalizar e recolher produtos impróprios para consumo nos abrigos montados por causa da enchente
As doações de produtos, principalmente de origem animal, aos abrigos montados em Rio do Oeste e Laurentino devem ser fiscalizadas pelas Vigilâncias Sanitárias de ambos os municípios. É esta a recomendação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) aos órgãos de inspeção sanitária municipais. Chegou ao conhecimento da Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Oeste a entrega de queijos e outros laticínios naqueles locais sem qualquer registro do serviço de inspeção. É vedado disponibilizar para consumo produtos que não passaram por fiscalização e que estejam em desacordo com as normas vigentes.
A Promotora de Justiça Lanna Gabriela Bruning Simoni explica que é obrigatório que produtos de origem animal e artesanais comestíveis de origem animal e vegetal tenham registro prévio do órgão competente, a fim de garantir a condição sanitária exigida para o consumo. Sobre isso, o Código de Defesa do Consumidor dispõe, em seu artigo 31, que a oferta desses produtos deve assegurar informações claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa no que diz respeito à qualidade, quantidade, composição, garantia, prazos de validade e origem, assim como riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.
Para assegurar a saúde dos desabrigados, a Promotora de Justiça expediu a recomendação. A ingestão de produtos de origem animal impróprios ao consumo pode ocasionar sérios problemas à saúde dos consumidores (salmonelose, gastroenterite, intoxicação alimentar, teníase, cisticercose, câncer, alterações hormonais, toxoplasmose), podendo levar, inclusive, à morte, destaca.
Além disso, a Lei n. 8.137/90 considera crime contra as relações de consumo vender, ter em depósito para vender ou expor à venda ou, de qualquer forma, entregar matéria-prima ou mercadorias em condições impróprias ao consumo.
Dada a urgência da resposta, o MPSC estabeleceu o prazo de 24 horas para que as Vigilâncias Sanitárias dos dois municípios façam a fiscalização das doações de produtos impróprios ao consumo e promovam seu recolhimento nos abrigos municipais onde estão as pessoas atingidas pela enchente.
O não cumprimento da recomendação pode acarretar a adoção de medidas judiciais cabíveis pelo MPSC.
Abrigo em Laurentino. Foto cedida pela Promotoria de Justiça da Comarca de Rio do Oeste
Últimas notícias
01/04/2026GAECO deflagra Operação Thánatos que apura esquema de corrupção envolvendo servidores da saúde e empresa funerária na Serra catarinense
31/03/2026Mais de 21 anos de prisão para ex-corretor de imóveis denunciado pelo MPSC por aplicar golpes em Penha
31/03/2026MPSC obtém liminar para frear alterações fragmentadas e irregulares na legislação urbanística de Palhoça antes de revisão do Plano Diretor
31/03/2026Recomendação do MPSC leva Município de Celso Ramos a revogar lei sobre contratações temporárias
31/03/2026Educação, cidadania e esporte: Atletas da seleção brasileira de surfe júnior participam de formação com foco no combate à corrupção
31/03/2026Recursos destinados pelo MPSC viabilizam reforma da sala de visitas no Presídio Regional de Tubarão
Mais lidas
17/10/2025MPSC, Prefeituras e Câmaras Municipais da Comarca de Chapecó firmam protocolo de boas práticas e combate à corrupção
03/12/2025AVISO DE PAUTA: 2ª PJ de Presidente Getúlio realiza Encontro Intermunicipal das Redes de Proteção da Comarca
26/01/2026Acordo firmado pelo MPSC, IMA e Seara garante fim do lançamento de efluentes no Riacho Santa Fé e destina R$ 5 milhões para projetos ambientais em Itapiranga
19/11/2025MPSC firma acordo para regularizar lei que trata das chácaras rurais em Xanxerê
18/12/2025Lei 15.280/25 amplia proteção a vítimas de crimes contra a dignidade sexual e impacta atuação do MPSC
11/11/2025MPSC atua em municípios atingidos por tornado no Oeste