Atividades em defesa da cidadania e fundações resultam no ajuizamento de 221 ações civis em 2005
Em 2005, o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) ajuizou 221 ações civis públicas contra atos de discriminação e na defesa dos direitos dos idosos, dos portadores de deficiência, do acesso à saúde e do patrimônio das entidades com fim social. Os Promotores de Justiça com atribuição na área de cidadania e fundações também aforaram 52 ações penais no Judiciário. E foram celebrados, ainda, 122 termos de ajustamento de conduta no ano, conforme dados do Relatório de Gestão Institucional de 2005 , da Procuradoria-Geral de Justiça.
A publicação é elaborada a partir da atuação dos membros do Ministério Público nas mais diversas áreas e do Relatório de Atividades das Procuradorias e Promotorias de Justiça , editado anualmente pela Corregedoria-Geral do MPSC. No ano passado, as iniciativas para garantir o acesso da população à saúde resultaram em 167 das 221 ações civis públicas ajuizadas e em 67 dos 122 termos de ajustamento de conduta celebrados. A maioria está relacionada ao cumprimento da obrigação do Estado e dos Municípios em fornecer medicamentos aos cidadãos sem recursos financeiros, uma responsabilidade prevista na Constituição Federal.
É o caso de liminar obtida em ação ajuizada em Itajaí, que obrigou o Município e o Estado a fornecerem remédios para o tratamento do Mal de Parkinson a uma portadora da doença e a todos os pacientes na mesma situação. Como tem efeito para todos que vivem o mesmo problema, a decisão de Itajaí pode beneficiar 2.890 pessoas, somente em Santa Catarina, com mais de 65 anos, que, segundo a Associação Brasil Parkinson, devem ter a doença.
Já em Chapecó foram 500 pessoas carentes beneficiadas, em 2005, com cirurgias eletivas gratuitas, asseguradas por termo de ajustamento de conduta firmado com a Prefeitura Municipal e a Unimed Chapecó. Resgatou-se, assim, um compromisso não cumprido em contrato da Unimed por ter recebido o patrimônio de uma extinta fundação hospitalar municipal e estabeleceu ainda que a operadora continue realizando gratuitamente uma parte de suas cirurgias.
Das 52 ações penais ajuizadas em 2005, sete foram propostas pelos membros do MPSC por crime de preconceito racial, outras sete por crimes praticados contra pessoas portadoras de deficiência e 38 por crimes previstos no Estatuto do Idoso, legislação que entrou em vigor no início de 2004. Entre as 38 ações penais para proteger os idosos, 21 corresponderam a maus-tratos e lesões corporais e uma ao crime de tortura. Outras duas ao crime de retenção de cartão magnético de pessoa idosa, novo tipo penal criado pelo Estatuto.
Iniciativas da área de Cidadania e Fundações
Atendimento médico
Comunidades terapêuticas
Portadores de deficiência
Proteção aos idosos
Bombeiros Voluntários
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