Nota de esclarecimento
Considerando as informações que têm sido divulgadas a respeito de investigações em curso na Capital que poderão ser interpretadas de modo a lançar dúvidas sobre o estrito cumprimento do dever constitucional nos procedimentos adotados pelo Ministério Público de Santa Catarina, a Instituição, por intermédio do seu Procurador-Geral de Justiça, esclarece:
- Foi constituído, em 2005, pelo Ministério Público de Santa Catarina, grupo de trabalho para apurar eventuais atos de improbidade e crimes contra a administração pública, incluindo alterações no Plano Diretor da Capital, em tese, praticados por servidores municipais e estaduais, por meio do Inquérito Civil n. 001/2005, instaurado em maio de 2005, e de outros procedimentos.
- A estratégia que permanentemente tem pautado o trabalho dos membros da Instituição, e especialmente nessa apuração, foi de não prestar informações a respeito de procedimentos em curso, para evitar que a eventual divulgação de fatos relacionados pudesse atrapalhar as investigações ou mesmo resultar no pré-julgamento de investigados.
- Na instauração do Inquérito Civil n. 001/2005, foi decretado o sigilo sobre todos os procedimentos relacionados à apuração, permitindo que não ocorresse qualquer tipo de vazamento de informações até o momento.
- Por determinação do Juízo da Vara Federal Ambiental da Capital, as Promotorias de Justiça da Moralidade Administrativa da Capital receberam, no dia 3 de maio de 2007, alguns documentos relacionados à operação deflagrada sob a denominação "Moeda Verde".
- Tais documentos foram incluídos na apuração que já se encontrava em curso por meio do Inquérito Civil n. 001/2005. O Ministério Público de Santa Catarina não recebeu o segundo lote de documentos relacionados à operação "Moeda Verde" ou sequer teve acesso, cujo teor já é de conhecimento público.
- Na data de hoje, em razão da necessidade de ampliação do grupo de trabalho, diante da documentação que ainda deverá ser remetida pelo Juízo da Vara Federal Ambiental da Capital, referente à operação "Moeda Verde", foram designados novos membros para atuar no Inquérito Civil, além dos representantes da Instituição que já conduziam as apurações.
- Sendo assim, o grupo de trabalho está constituído pela Procuradora de Justiça Gladys Afonso e pelos Promotores de Justiça Durval da Silva Amorim, Paulo de Tarso Brandão, Fábio Strecker Schmitt, Analú Librelato Longo, Max Zuffo, Andrey Cunha Amorim, Fabrício José Cavalcanti e Lara Peplau.
O Ministério Público de Santa Catarina reafirma seus compromissos com a sociedade catarinense e seu zelo pelo efetivo respeito aos Poderes Públicos constituídos e aos serviços de relevância pública, promovendo as medidas necessárias à sua garantia, conforme preceitua a Constituição da República.
Florianópolis, 12 de julho de 2007.
Procurador-Geral de Justiça
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