MPSC e Associações de Municípios debatem transparência de portais associativos
Representantes da Federação Catarinense de Municípios (FECAM) e de várias associações regionais de Municípios de Santa Catarina, como a AMAUC, AMMVI, AMFRI e GRANFPOLIS, reuniram-se com o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) na quarta-feira (4/4), para discutir a transparência dos portais das Associações de Municípios na Internet.
De acordo com o Coordenador do Centro de Apoio Operacional da Moralidade Administrativa (CMA)do MPSC, Promotor de Justiça Samuel Dal-Farra Naspolini, o debate com os representantes das associações teve por base a análise dos portais associativos feita pelo Ministério Público no âmbito do Programa Transparência e Cidadania, desenvolvido pelo CMA. No mês de fevereiro, ao concluir a análise dos portais das 22 (vinte e duas) Associações constituídas no Estado, o CMA remeteu as avaliações às entidades interessadas e aos Promotores de Justiça de cada regional.
Presentes ao encontro, a Vice-Presidente da FECAM, Prefeita de São Cristóvão do Sul Sissi Blind, e o Diretor Executivo da entidade, Rui Braun, expuseram algumas dificuldades no tocante à estruturação dos Portais e as informações solicitadas no check list , mas enfatizaram a pertinência da iniciativa e o papel fundamental da transparência na gestão das entidades municipalistas.
Ainda de acordo com o Coordenador do CMA, nos termos da Lei de Acesso à Informação, as disposições relativas à transparência aplicam-se, no que couber, às entidades privadas sem fins lucrativos que recebam, para realização de ações de interesse público, recursos públicos diretamente do orçamento ou mediante subvenções sociais, contrato de gestão, termo de parceria, convênios, acordo, ajustes ou outros instrumentos congêneres, de forma que é dever dessas entidades tornar públicas as informações relativas aos recursos públicos recebidos.
"Em Santa Catarina, as associações regionais de Municípios são quase integralmente financiadas com recursos públicos, e desempenham importante papel na representação política e na oferta de serviços aos Municípios associados. Além de obrigação legal, a transparência é um imprescindível fator de legitimidade na atuação destas entidades", ressalta Naspolini.
Lançado em 2013, o Programa Transparência e Cidadania teve início com as avaliações dos portais de transparência dos Poderes Executivos e Legislativos de todos os Municípios do Estado. Em 2017, o Programa passou a acompanhar também os Órgãos e Poderes Estaduais, e mais recentemente, inseriu a temática das Associações de Municípios em sua pauta de avaliação.
O Ministério Público combate corrupção e ineficiência na máquina pública
O exercício da função pública é regido por normas legais que garantem o uso do patrimônio e dos recursos públicos em proveito da sociedade e não para o atendimento de interesses pessoais de servidores e administradores. Cabe ao Ministério Público fiscalizar a administração dos órgãos públicos e o desempenho funcional de servidores, bem como as relações entre a iniciativa privada e o poder público.
Faz parte dessa atuação a fiscalização de licitações, para a contratação de produtos e serviços, e de concursos e processos seletivos, para o quadro funcional. Além de combater a corrupção - que é um crime - o objetivo do Ministério Público é impedir que a gestão pública seja ineficiente, porque o mau uso dos recursos públicos gera o desperdício e prejudica o atendimento ao cidadão.
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Como denunciar casos de corrupção para o Ministério Público? Qual papel do Ministério Público no combate à corrupção? Assista aos nossos vídeos e saiba mais sobre o tema.
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O Ministério Público de Santa Catarina desenvolve o Programa "Serviço prestado, contrato realizado" que pretende aprimorar a atuação da Instituição na fiscalização de contratos que visam a prestação de serviços intelectuais na administração pública. É mais uma ação contra a corrupção. Assista ao vídeo para saber mais.
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O Programa Unindo Forças foi criado em agosto de 2015 pelo Centro de Apoio Operacional da Moralidade Administrativa do Ministério Publico de Santa Catarina, com o objetivo de fortalecer as Unidades de Controle Interno dos Municípios catarinenses.
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