Coordenações estaduais definem metas para lançamento nacional da campanha de combate à corrupção
Os trabalhos foram abertos pelo Presidente da CONAMP, José Carlos Cosenzo. Segundo ele, a luta contra a corrupção é um nicho do Ministério Público. Ressaltou também que a campanha é uma forma de defender a sociedade. "Não basta apenas aumentar as estatísticas com processos. É preciso reduzir a criminalidade. Por isso, cada membro do MP deve pensar em como trabalhar efetivamente em favor da sociedade. Esta campanha é um caminho adequado para isso, portanto todos devem abraçar a causa".
Já o Presidente da Associação Catarinense do Ministério Público (ACMP), Rui Carlos Kolb Schiefler, uma das entidades apoiadoras da campanha, ressaltou que o projeto está alcançado mais resultados positivos com o passar do tempo. "O trabalho começou com uma passeata em 2003 e dois anos depois ganhou o prêmio Innovare. No início era a campanha do Affonso. Agora é a campanha do Ministério Público brasileiro", afirmou.
Em seguida, o Coordenador da campanha explicou o principal objetivo dela. "O primordial é tentar refletir sobre a corrupção em todas as suas nuances, como o 'jeitinho brasileiro'". Ghizzo também esclareceu que o projeto atual está aberto a sugestões, considerando as diferenças regionais: "É uma bandeira institucional, e não a campanha de uma pessoa, mas de todo o Ministério Público. A campanha quer somar, por isso precisa ser aperfeiçoada, se adequar à realidade de cada Estado".
Nesse sentido, os Promotores de Justiça Alexandre Aragão, do Ceará, e Cassios Chai, do Maranhão, apresentaram práticas de combate à corrupção como sugestões. Segundo Ghizzo, as propostas devem ser incorporadas à campanha.
Finalidade
A campanha tem dois grandes vieses, segundo Afonso Ghizzo: acabar com a impunidade, enquanto instrumento multiplicador de combate à corrupção, e educar as gerações novas, "plantar a semente do bem", segundo frisou. Ghizzo também explicou porque a campanha se chama "O que você tem a ver com a corrupção?". "Se o pronome usado fosse nós ninguém se sentiria responsável. Você fala diretamente a cada um!"
Ghizzo registrou ainda que a campanha busca um mundo melhor. "É um ensinamento sobre como ser ético e honesto em uma sociedade que prega as condutas ilícitas e o individualismo", ressaltou o Coordenador. Ghizzo também sugeriu aos responsáveis pela divulgação da campanha nos Estados que firmem convênios com entidades públicas e privadas para divulgação do projeto. A contrapartida dessas instituições seria a reprodução dos materiais do projeto. Para se ter uma idéia dos valores, um gibi do projeto custa R$ 0,15 o DVD, R$ 1,00 e a camiseta R$ 5,30 (preços de Santa Catarina).
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