Ausência de segurança e condições sanitárias levam à interdição de hotéis em Blumenau
Os hotéis Geranium e Geranium Blue Tower, de Blumenau, foram interditados no dia 16 de agosto, em cumprimento de liminar deferida em ação civil pública proposta pela Promotora de Justiça Kátia Rosana Pretti Armange, por ausência de sistema de prevenção contra incêndios e de condições sanitárias nos edifícios. Ao determinar a interdição, a Juíza de Direito Viviane Eigen também deu prazo de 48 horas para a saída de hóspedes dos hotéis. A interdição deverá permanecer até a regularização dos prédios de acordo com as normas de segurança e saúde.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apurou que há mais de três anos a rede de hotéis Geranium protela a implementação das medidas necessárias para assegurar proteção contra incêndios, conforme determinação do Corpo de Bombeiros. Além disso, os dois hotéis têm água canalizada do Samae de Blumenau, mas são abastecidos por manancial subterrâneo, por meio de poço artesiano, sem que a água seja desinfectada. Vistorias realizadas pela Vigilância Sanitária no dia 17 de maio atestaram que há foco de contaminação do manancial por esgotos sanitários no entorno de 15 metros de onde está localizado.
"Os hotéis da rede Geranium, em Blumenau, além de estarem completamente em desacordo com as normas de sistema de prevenção contra incêndio vigentes, também não possuem as condições mínimas exigidas pelo poder público municipal para permanecerem em funcionamento. Dentre as várias irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária, o abastecimento irregular de água é o que mais apresenta preocupação para saúde dos hóspedes e funcionários dos hotéis", descreveu a Promotora de Justiça na ação.
No Hotel Geranium a Vigilância Sanitária havia constatado ainda outras irregularidades, em fevereiro deste ano, como utilização de alimentos impróprios ao consumo (sem procedência e com prazo de validade vencido), que foram apreendidos, como mel, banha suína, doce de leite e geléia. Para o julgamento do mérito da ação (quando for proferida a sentença), a Promotora de Justiça requisitou que os hotéis sejam condenados ao cumprimento integral das normas de segurança e saúde.Últimas notícias
09/01/2026Com tradução para três idiomas estrangeiros, MPSC busca ampliar acesso a cartilha sobre direitos das mulheres em situação de violência
07/01/2026MPSC consegue aumento de pena para homem que tentou matar ex-companheira na frente dos filhos
07/01/2026Protocolo “Não é não” entra em campo: combate à violência contra mulheres chega aos estádios catarinenses
07/01/2026MPSC requisita informações a órgãos da saúde e meio ambiente para apurar qualidade sanitária das praias da Capital
07/01/2026Como requerido pelo MPSC, gratificação a Advogados e Procuradores do Legislativo de Florianópolis é declarada inconstitucional e deixa de ser paga
06/01/2026Aviso de pauta: Protocolo “Não é Não” será implementado no jogo entre Avaí e Barra, pela primeira rodada do Campeonato Catarinense
Mais lidas
10/10/2025GAECO deflagra Operação “Hora do Show” que investiga irregularidades e direcionamento em processos de contratação pública no Oeste
15/10/2025GAECO, em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, deflagra operação para combater organização financeira de facção criminosa
08/10/2025GAECO e Polícia Civil deflagram a operação “Carta branca” para apurar crimes contra a administração pública na região do Planalto Serrano
26/11/2025GAECO/MPSC deflagra operação “Carga Oca” para investigar fraudes em fornecimento de material tipo macadame à SEURB entre 2022 e 2024
09/10/2025Mulher que matou companheiro em reserva indígena é condenada
31/10/2025GAECO deflagra Operação Nuremberg para desarticular um dos maiores grupos neonazistas em atividade no Brasil