Promotor de Justiça reforça importância da comunicação responsável para prevenir violência durante painel na ALESC
Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero participou do Seminário “Comunicação que protege” que debateu como a forma de noticiar ataques escolares pode influenciar comportamentos e contribuir para a segurança nas instituições de ensino.
A maneira como episódios de violência nas escolas são comunicados pode impactar diretamente a prevenção de novos casos. Essa foi a principal reflexão trazida pelo Diretor da Escola do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), Promotor de Justiça Diego Roberto Barbiero, ao participar de painel no seminário “Comunicação que protege”, realizado nesta quinta-feira (23/10) no Auditório Antonieta de Barros, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (ALESC).
O evento, promovido pelo Comitê Integrado para Cidadania e Paz nas Escolas, reuniu profissionais da imprensa, profissionais da Educação e do Direito e gestores públicos para debater os desafios da cobertura midiática diante de ataques em ambientes escolares. Durante o painel “Cobertura jornalística de ato de violência escolar – limites e responsabilidades”, Barbiero destacou os riscos da exposição sensacionalista e defendeu uma abordagem mais ética e preventiva por parte da imprensa.
“É essencial evitar a exposição gráfica, que muitas vezes é a mais buscada por gerar engajamento. O foco precisa estar em soluções, no cuidado com as vítimas e nas ações de prevenção”, afirmou o Promotor de Justiça.
Em sua fala, Barbiero relembrou o cenário de medo generalizado que tomou conta do país após o ataque em Blumenau em 2023. “Um em cada cinco alunos relatou sentir insegurança para ir à escola naquele período. O pânico se espalhou por redes sociais, fóruns e grupos de mensagens, e o medo se tornou a maior ameaça”, disse.
O Promotor de Justiça também destacou o trabalho do CyberGAECO, grupo especializado em investigação cibernética criado pelo MPSC em 2022, do qual já foi coordenador. A iniciativa, explicou, reúne forças de segurança do estado e atua diariamente para impedir que crimes planejados no ambiente virtual se concretizem.
“Muitos ataques foram evitados graças à atuação rápida e integrada. A maioria desses casos não foi divulgada, porque o objetivo não é a exposição pública, mas sim a prevenção e a dissuasão”, explicou.
Como exemplo, Barbiero citou a Operação Escola Segura, que nasceu em Santa Catarina e ganhou repercussão nacional. A ação resultou em diversas medidas preventivas, como o cumprimento de mandados de busca e apreensão em diferentes estados, capitaneada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O seminário deixou a mensagem de como a comunicação responsável é uma aliada fundamental na construção de uma sociedade mais segura e na promoção de uma cultura de paz nas escolas.
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