Memorial lança livro sobre atuação feminina no MPSC
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) lançou, nesta quinta-feira (22/10), o livro "História de Vida volume III - Mulheres do Direito, mulheres no Ministério Público".
A obra reflete sobre a presença feminina dentro da carreira jurídica e traz 17 entrevistas com mulheres pioneiras a atuarem pelo MPSC. A cerimônia de lançamento ocorreu às 19h no auditório da sede da Procuradoria-Geral de Justiça, em Florianópolis.
A solenidade de lançamento foi aberta pela Promotora de Justiça Vanessa Wendhausen Cavallazzi, Diretora do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF) do MPSC, que ressaltou o fato das entrevistadas serem verdadeiros paradigmas da atuação feminina dentro da Instituição. "É uma história recente, que se não fosse contada neste livro poderia ser esquecida. Não poderíamos deixar de passá-la para as próximas gerações", completou.
O evento contou com palestra da Procuradora de Justiça do Ministério Público de Minas Gerais, Gisela Potério Santos Saldanha, que teve como tema "A atuação feminina das Procuradoras e Promotoras de Justiça, junto às instâncias de 2º Grau". A Procuradora de Justiça mineira destacou que o livro traz os testemunhos de uma geração de mulheres que teve a coragem de enfrentar o desafio de uma sociedade que não estava preparada para encontrar a presença feminina nos gabinetes do Ministério Público.
O historiador Gunter Axt, consultor do Memorial do MPSC encarregado por organizar e conduzir as entrevistas, apresentou a obra: "estamos diante de histórias de mulheres extraordinárias, que contribuíram muito para o processo de construção do Ministério Público de Santa Catarina e da cidadania neste País", comentou. Para o historiador, ligando cada uma das histórias está a universalidade do desafio que encontraram, de criar uma metodologia feminina no espaço público e na operação do Direito pela via Ministerial.
Já o Subcorregedor-Geral do Ministério Público José Galvani Alberton, que representou a Procuradoria-Geral de Justiça na solenidade, lembrou que sua prórpia história se confunde com a de muitas homenageadas pela publicação. "Quando comecei na carreira, em 1978, tínhamos apenas a doutora Hercília (Regina Lemke) batalhando ao nosso lado", disse.
Alberton explicou que o Ministério Público, na época, era extremamente masculina, na qual a imagem do "acusador implacável" e do "colecionador de condenações" era dominante, e que a presença feminina foi fundamental para ao crescimento da Instituição. "Foi quando percebeu que a Justiça tinha outra dimensão, não bastava a verve e a força masculina. Precisava agregar outros valores, que estavam em outras almas. Precisava sensibilidade, uma acuidade maior, presentes exatamente na alma feminina", completou, explicando que foi esta visão que possibilitou a defesa dos direitos coletivos, da infância e juventude, do meio ambiente.
Completaram a mesa formada para o evento o Secretário de Estado da Segurança Pública, César Grubba, a Desembargadora Sônia Maria Schmitz, 2º Vice-Presidente do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, a Deputada Estadual Dirce Heiderscheidt, a Procuradora-Geral Adjunta do Ministério Público junto ao tribunal de Contas, Cibelly Farias Caleffi, o Presidente da Associação Catarinense do Ministério Público, Luciano Trierweiller Naschenweng, a presidente da Comissão da Mulher Advogada da OAB/SC, Silvia Búrigo Tomelin e a Diretora-Adjunta do Departamento da Mulher da Associação dos Magistrados Catarinenses, Gabriela Sailon de Souza Benedet.
Mulheres do Direito, mulheres no Ministério Público
A obra é uma reflexão inédita sobre o aumento da participação feminina no Direito e relata as situações vividas por Promotoras e Procuradoras de Justiça e uma servidora que auxiliaram no processo de construção do Ministério Público em Santa Catarina. O Memorial do MPSC, setor responsável pela produção do livro, trabalhou por quatro anos para concluir o exemplar.
"O livro registra a contribuição das mulheres para a instituição e para a Justiça. Não foi fácil de ser feito, exigiu muita coragem das depoentes para exporem seus desafios de vida sobre um assunto que, até então, se escrevera muito pouco no Brasil", explica o historiador Gunter Axt.
Este é o primeiro livro brasileiro prefaciado pela professora da Universidade das Artes da Filadélfia Camille Paglia, historiadora feminista norte-americana que já foi considerada uma das 100 mulheres mais influentes do planeta. Na obra, Camille sintetiza a trajetória de conquista das mulheres e faz uma representação da mulher jurista e advogada nas artes e no cinema. A ativista é conhecida pela publicação da tese de doutorado Persona Sexuais, em 1990.
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