Centro Cultural do MPSC vai abrir as portas de casarões históricos para a comunidade em Florianópolis
Casa do Barão e Casa Bocaiúva estão em reforma para receber exposições, atividades educativas e projetos culturais.
Durante décadas, a Casa do Barão e a Casa Bocaiúva fizeram parte da paisagem e da história de Florianópolis. Em breve, os dois imóveis históricos ganharão uma nova missão: tornar-se espaços de encontro, cultura, educação e convivência para a comunidade catarinense.
As edificações vão se transformar no Centro Cultural do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), um projeto que busca aproximar a instituição da sociedade por meio da valorização da memória, da arte e do patrimônio cultural. As obras, iniciadas em fevereiro deste ano, entram para a fase de acabamentos. No anexo da Casa do Barão, será instalada uma cafeteria cujo processo de escolha já se encontra em andamento.
Os imóveis estão sendo preparados para receber visitantes, atividades educativas, exposições e ações voltadas ao público de diferentes faixas etárias. Tombadas pelo Patrimônio Histórico e Artístico Municipal, a Casa do Barão e a Casa Bocaiúva têm suas características arquitetônicas preservadas. O processo de restauração busca garantir que a história presente nas paredes, nos detalhes da construção e na arquitetura dos casarões continue acessível às futuras gerações.
Para o Diretor do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (CEAF), Promotor de Justiça Stefano Garcia da Silveira, o principal objetivo é transformar o local em um ponto de convivência e aprendizado aberto à população. "A ideia é que seja um espaço aberto ao público, inclusive nos finais de semana, para que as pessoas possam conhecer a história dessas casas e compreender os reflexos do trabalho do Ministério Público na vida dos catarinenses", afirma.
A proposta vai além da preservação do patrimônio. Através de editais o Centro Cultural pretende criar oportunidades para que a população ocupe e vivencie os espaços por meio de exposições artísticas, eventos culturais, atividades educativas e projetos desenvolvidos pelo MPSC. "É uma possibilidade para que as pessoas também possam utilizar o espaço do Ministério Público para divulgar sua arte", destaca o Promotor.
A iniciativa nasceu dentro do CEAF, que vê no Centro Cultural uma forma de fortalecer sua atuação junto à sociedade e ampliar o acesso ao conhecimento produzido pela instituição.
Segundo a Coordenadora do CEAF, Letícia Maria Führ Napoleão, o projeto está alinhado ao papel da Escola de Governo mantida pelo Ministério Público. "O CEAF atua com base no tripé ensino, pesquisa e extensão. E a extensão é justamente esse contato com a comunidade, essa oportunidade de compartilhar conhecimento e levar nossos projetos para a sociedade."
Além de exposições, o local deverá receber atividades voltadas a estudantes, pesquisadores, professores e visitantes interessados na história de Santa Catarina, de Florianópolis e do próprio Ministério Público. A chefe do Setor de Memorial do MPSC (SEMEMOR), Priscila Melina Finardi, destaca que a ocupação cultural é a melhor maneira de preservar o significado desses imóveis históricos.
"Trazer gente para casa também é trazer vida. Trazer cultura, trazer as ações educativas, trazer crianças, universitários. O Ministério Público devolve à cidade dois bens tão marcantes para Florianópolis".
A expectativa é que o Centro Cultural seja inaugurado até o fim deste ano. Quando as portas forem abertas, a comunidade poderá conhecer não apenas a história dos casarões, mas também participar de uma programação voltada à cultura, à educação e à cidadania.
Confira a linha do tempo da Casa Bocaiúva e da Casa do Barão: