MPSC finaliza atuação na votação do segundo turno nas Eleições 2026
Promotores Eleitorais acompanharam a votação em todas as zonas eleitorais catarinenses; ocorrências foram pontuais e não houve registro de situações de maior gravidade
Procuradora-Geral de Justiça do MPSC acompanhou a apuração com o presidente do TRE/SC
O segundo turno das Eleições 2026 transcorreu com tranquilidade em Santa Catarina neste domingo (25/10), apesar das duas horas de prorrogação no tempo de votação por decisão do Supremo Tribunal Federal. Promotores Eleitorais do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) estiveram em todas as zonas eleitorais do estado, acompanhando a votação e atuando diante das ocorrências registradas ao longo do dia. De maneira geral, o movimento foi tranquilo nos locais de votação, com ocorrências pontuais relacionadas principalmente a boca de urna, além de situações envolvendo urnas eletrônicas e os efeitos das chuvas no Oeste catarinense.
A Procuradora-Geral de Justiça do MPSC, Vanessa Whendausen Cavallazzi acompanhou a totalização dos votos diretamente no Tribunal Regional Eleitoral de SC. No geral, a avaliação dela foi de que as eleições ocorreram de maneira absolutamente tranquila nas cidades catarinenses. “Não tivemos nenhum relato de falta de transporte público que causasse qualquer turbação ou eventualmente condições climáticas extremas que também tivessem enturbado o processo. Nada disso ocorreu. Portanto, Santa Catarina teve um processo tranquilo. Em decorrência da decisão do Supremo Tribunal, as urnas que ainda não tinham fechado seguiram", avaliou.
O painel da Polícia Militar de Santa Catarina apontou 85 ocorrências relacionadas às Eleições 2026, sendo a maioria envolvendo eleitores. Não foram registradas ocorrências envolvendo candidatos nem crianças e adolescentes. Entre as naturezas das ocorrências, boca de urna e arregimentação representaram 29,6% do total.
Grande Florianópolis
Na Grande Florianópolis, foram registrados dois termos circunstanciados por crimes de menor potencial ofensivo relacionados a boca de urna, conforme o titular da 12ª Promotoria Eleitoral, Promotor de Justiça Affonso Ghizo Neto. Um caso ocorreu no bairro Rio Vermelho e outro no Campeche, ambos na Capital. No Instituto Estadual de Educação, também em Florianópolis, um eleitor tentou fotografar o voto e foi advertido sobre a gravidade do ato. “No geral, com exceção ao fato inédito e surpreendente da prorrogação do pleito, foi uma votação tranquila”, avaliou Affonso Ghizo Neto.
Sul
Mais de dez Promotores de Justiça Eleitorais acompanharam e fiscalizaram a votação nos 47 municípios do Sul catarinense. O processo transcorreu dentro da normalidade, sem registro de ocorrências de maior gravidade. Criciúma e Içara estiveram entre os oito municípios catarinenses sorteados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o Teste de Autenticidade dos Sistemas Eleitorais no segundo turno. Nas duas cidades, o procedimento foi realizado às 7h, antes do início da votação, com acompanhamento de Promotores de Justiça Eleitorais. Diferentemente do observado no primeiro turno, também não foram registradas filas expressivas nos locais de votação da região.
Serra e Meio-Oeste
Na Serra e no Meio-Oeste, 17 Promotores Eleitorais percorreram seções instaladas nos 60 municípios da região, conversando com mesários e acompanhando o processo de votação. As filas observadas no primeiro turno não se repetiram. De Lages, maior colégio eleitoral da região, com 125.050 eleitores, a Lacerdópolis, com 1.979 eleitores, a votação transcorreu dentro da normalidade. A chuva prevista também não se confirmou durante o dia.
Norte e Planalto Norte
As regiões Norte e Planalto Norte encerraram a votação com poucas ocorrências. Foram registrados casos pontuais relacionados a boca de urna e ao uso de telefone celular na cabine de votação. Em Araquari, uma mesária compareceu ao local de votação com um desenho numérico nas unhas e também houve um tumulto envolvendo a fila de eleitores na Escola Francisco Jablonsky. No mesmo local, no período da tarde, foi registrada uma autuação em flagrante pelo uso de celular na cabine.
Em São Francisco do Sul, outro auto de infração pelo uso de telefone celular na cabine de votação foi lavrado na Praia da Enseada. Em Rio Negrinho, houve uma ocorrência envolvendo uma urna eletrônica, sem necessidade de substituição do equipamento. Em Joinville, maior colégio eleitoral de Santa Catarina, não foram registrados crimes eleitorais. A votação também transcorreu sem situações de descumprimento da legislação eleitoral nos demais municípios acompanhados na região.
Vale do Itajaí
No Vale do Itajaí, os Promotores Eleitorais acompanharam auditorias de urnas eletrônicas e atenderam ocorrências pontuais, sem registro de casos de maior gravidade. Em Itapema, uma seção eleitoral foi sorteada para a auditoria de verificação da autenticidade e integridade dos sistemas instalados na urna eletrônica. O procedimento foi acompanhado pela Justiça Eleitoral e pelo Ministério Público Eleitoral antes do início da votação.
Em Timbó, a equipe acompanhou a verificação da autenticidade da urna eletrônica da 111ª seção eleitoral, realizada às 7h. Entre as ocorrências da região, houve ainda um caso de eleitora que fotografou o voto. Em Camboriú, uma urna eletrônica travou no colégio CAIC, no bairro Monte Alegre. Já em Laurentino, uma aglomeração em frente a um local de votação, provocada pela realização de um churrasco, foi rapidamente resolvida.
Oeste e Extremo Oeste
No Oeste e Extremo Oeste, 21 Promotores Eleitorais atuaram em 89 municípios. Em Chapecó, maior colégio eleitoral da região, com cerca de 163 mil eleitores aptos a votar, a avaliação também foi de tranquilidade. “Registramos poucas filas e poucas intercorrências que exigiram a nossa atuação. Tivemos uma situação envolvendo o veículo de uma mesária, que estava com adesivos partidários e estacionado próximo ao colégio eleitoral. Já foi realizada a orientação para a retirada do local”, relatou o Promotor Eleitoral Simão Baran Junior, responsável pela 94ª Zona Eleitoral.
Na região, a principal preocupação esteve relacionada às fortes chuvas. Em São Domingos, o alagamento do Centro de Convivência Flor de Araucária levou à transferência de três seções eleitorais para o Centro de Assistência Social do município. A mudança atingiu 621 eleitores. Em Riqueza, alguns eleitores ficaram ilhados e sem condições de chegar aos locais de votação. A Justiça Eleitoral e o Ministério Público Eleitoral acionaram a Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros na tentativa de viabilizar o deslocamento. As equipes chegaram à região atingida, mas os diferentes pontos de alagamento impediram o acesso a todos os moradores. Alguns eleitores conseguiram sair das áreas isoladas de trator ou a pé pelas lavouras.