O Programa foi criado a partir de um estudo preliminar que apontava, em 2011, a elevada dependência financeira da maioria dos municípios catarinenses em relação aos repasses e às transferências tributárias da União e do Estado para o custeio de suas atividades. Em síntese, mais da metade dos municípios catarinenses (154 dos 295 existentes à época) apresentava arrecadação tributária própria correspondente a até 5% de sua receita total, considerada a soma da arrecadação municipal com os repasses e transferências recebidos da União e do Estado. Outros 81 municípios possuíam arrecadação própria entre 5% e 10% da receita total.
Inicialmente, o Programa foi apresentado às associações de municípios de Santa Catarina, ocasião em que foram celebrados Termos de Cooperação Técnica entre o Ministério Público de Santa Catarina e as prefeituras municipais. Ao todo, foram formalizados 285 termos, abrangendo aproximadamente 97% dos municípios catarinenses.
Na sequência, foi disponibilizado o Curso Prático de Direito Tributário, distribuído às prefeituras parceiras com o objetivo de auxiliar os agentes tributários na compreensão e no aprimoramento da atividade fiscalizatória. Com a mesma finalidade, foram promovidos workshops regionalizados sobre crimes contra a ordem tributária, em parceria com as associações de municípios, com enfoque na Lei n. 8.137/1990 e em noções fundamentais de Direito Penal e Processual Penal.
Entre os principais resultados dessa iniciativa destacam-se a qualificação dos auditores fiscais municipais, o fortalecimento da administração tributária local e a ampliação da integração institucional entre os municípios e o Ministério Público de Santa Catarina.