Denunciado pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) por homicídio doloso, Agnaldo Goes foi condenado a sete anos de prisão em regime semiaberto. O réu, dirigindo embriagado, atropelou e matou um cilcista de 20 anos em maio do ano 2000. O Ministério Público estuda recorrer da sentença com objetivo de aumentar a pena aplicada.

A denúncia da 1ª Promotoria de Justiça de Comarca de Araquari relata que o réu conduzia uma caminhonete embriagado e ultrapassava outros veículos pelo acostamento da Rodovia BR-280 em alta velocidade, quando atropelou Jiliardi Igor de Mira, que andava de bicicleta.

De acordo com o Ministério Público, após o crime Agnaldo fugiu, mas acabou sendo preso em flagrante em seguida. Na época, o crime gerou um forte clamor popular, a ponto de a população realizar protestos com o trancamento da rodovia e queima de pneus.

Na sessão do Tribunal do Júri, realizada nesta quinta-feira (11/10), os jurados entenderam que Agnaldo Goes assumiu o risco de atropelar e matar a vítima, como de fato aconteceu, devendo responder por homicídio doloso e não culposo. O acusado foi condenado a 7 anos de prisão, em regime inicial semi-aberto.

O Promotor de Justiça Leandro Garcia Machado destacou a importância do resultado ao ponderar que "a condenação de Agnaldo Goes não devolverá a vida brutalmente tirada de Jiliardi, mas representa um mínimo de conforto para os seus familiares e amigos e serve de alerta para que as pessoas sejam mais responsáveis na condução de veículos e zelem pela segurança de todos no trânsito".